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| 05:24 | Política 4 min de leitura

Vice Gabriel Souza será o coordenador político de Eduardo Leite na transição de governo do RS

Deputado estadual ficará responsável pela interlocução com os líderes dos partidos aliados para a formatação da nova administração

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Deputado estadual ficará responsável pela interlocução com os líderes dos partidos aliados para a formatação da nova administração
Eduardo Leite, ao lado de Gabriel Souza (E), em reunião com líderes das siglas aliadas - Anselmo Cunha / Agência RBS

Na primeira reunião com dirigentes dos partidos aliados depois da vitória nas urnas, o governador reeleito Eduardo Leite (PSDB) designou, nesta segunda-feira (7), o vice Gabriel Souza (MDB) para a coordenação política da transição de governo do Rio Grande do Sul. Gabriel ficará responsável pelas conversas com os líderes de MDB, Podemos, PSD, União Brasil e da federação PSDB-Cidadania, legendas que integraram a chapa desde o início da campanha. 

Já o atual chefe da Casa Civil, Artur Lemos, será o coordenador técnico da transição. Lemos terá a missão de apresentar à equipe os dados e as informações sobre os programas do Piratini que já estão em andamento.

Por enquanto, nada de nomes para o novo secretariado. Leite explicou que, primeiro, serão discutidos os eixos temáticos do governo - social, ambiental, econômico, fiscal e educação. Depois, serão anunciados os nomes do primeiro escalão.

Nem mesmo o número de secretarias está definido. Sem exemplificar, Leite diz que funções que hoje estão em determinadas pastas podem migrar para outras. Além disso, é dado como certo que a educação terá prioridade na montagem do governo.

— O meu primeiro governo esteve especialmente dentro da agenda fiscal, o desafio fiscal urgente para o Estado. Agora que temos as contas em dia, é um desafio novo. Vamos aproveitar a transição para analisar rearranjos da estrutura para ter um governo que dê melhores respostas — ponderou o tucano.

Participaram da reunião desta segunda-feira, entre outros líderes, o presidente estadual do União Brasil, Luiz Carlos Busato; a presidente estadual do PSD, Letícia Boll Vargas; e o ex-senador e  1° vice-presidente do MDB estadual, José Fogaça.

Os dirigentes que embarcaram na aliança vitoriosa no segundo turno, casos de PDT, PSB e Solidariedade, também serão convidados para as próximas reuniões de formatação do governo. Na semana passada, em reunião com prefeitos, Leite já havia adiantado que o secretariado deve ser anunciado no início de dezembro. Parte da atual equipe deverá permanecer.

Até a próxima quarta-feira (9), os partidos aliados devem indicar representantes para discutir os eixos temáticos da nova gestão. Estão previstos workshops e um seminário geral, em 30 de novembro, quando os estudos com as prioridades do governo devem ser concluídos.

Aproximação
Leite viajará no final da tarde desta terça-feira (8) para Brasília, onde irá se reunir com líderes tucanos e debater o posicionamento nacional do partido pós-eleições. O governador eleito tem defendido que o PSDB seja “oposição responsável” ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O tucano contou que conversou por telefone com o vice eleito Geraldo Alckmin (PSB) na semana passada e deve procurar Lula “nos próximos dias” para “abrir diálogo” com o grupo de transição do futuro governo federal. Leite permanece na capital federal até quinta-feira (10).

Alternativa "muito melhor"
Após a reunião com os aliados, Leite aproveitou um questionamento sobre o regime de recuperação fiscal na entrevista coletiva com jornalistas para lançar uma ironia ao adversário derrotado no segundo turno, Onyx Lorenzoni (PL). Leite disse que poderá rediscutir a dívida do Estado com a União se o novo governo federal "tiver uma alternativa melhor" que o regime.

— Queremos saber qual é a alternativa — provocou Leite.

— Que tem que ser muito melhor — emendou o vice Gabriel Souza, em tom jocoso.

— Tem que ser extremamente melhor — completou o tucano.

As frases de Leite e Gabriel reproduzem respostas de Onyx em um dos últimos debates do segundo turno, quando o ex-ministro foi questionado sobre quais alternativas apresentaria para o regime de recuperação. Onyx é crítico do acordo assinado pelo Estado.

Haddad na Fazenda?
Questionado pela reportagem sobre a hipótese de o ex-ministro e candidato derrotado ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) assumir a Fazenda do novo governo Lula, Leite preferiu falar sobre o perfil que espera para a pasta:

— Ele (Lula) tem o direito de formar o seu time. O mais importante, que nós nos preocupamos, é que a linha programática para a economia ajude o país a enfrentar seu problema fiscal e que dê estabilidade econômica para animar investimentos, animar a nossa economia. O mais importante de tudo é apresentar a diretriz, o caminho. A escolha é do presidente.

Fonte: GZH

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