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12/11/2022 | 06:58 | Política

Setor ruralista quer buscar nome gaúcho para compor equipe de transição de Lula

Indicações do agro devem acontecer de forma regionalizada para contemplar todas as regiões do Brasil

Indicações do agro devem acontecer de forma regionalizada para contemplar todas as regiões do Brasil
Equipe de transição está sediada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília - Divulgação / Banco do Brasil

O setor ruralista deverá indicar na próxima segunda-feira (14) ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), nomes de políticos e técnicos para o grupo temático dos trabalhos de transição de governo. A ideia, segundo o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), Neri Geller (PP-MT), é fazer as indicações de forma regionalizada, de modo a contemplar todas as regiões do Brasil. A ideia é indicar um gaúcho que possa representar a Região Sul.

Devem participar do grupo integrantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB), entre outras entidades ligadas à agricultura. Também estão confirmados a senadora e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu, o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) e o empresário Carlos Augustin, além de Geller.

Ao ser questionado sobre a resistência de parte do setor ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-secretário de Política Agrícola e ex-ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff ressaltou que os ruralistas saberão ponderar que a prioridade é o avanço do setor.  

— A poeira precisa baixar. Queremos trazer o setor para dentro do governo e ocupar os espaços de discussão do setor, o que envolve logística, competitividade e legislação — disse Geller nesta sexta-feira (11), ao sair do Centro Cultural Banco do Brasil, local onde está sediada a equipe de transição.

Entre as entidades consultadas sobre nomes para compor a transição está a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Segundo o presidente Alexandre Velho, por enquanto não haverá indicação, mas a entidade aguarda por medidas que impulsionem a competitividade do grão no mercado nacional e internacional.

— Para a Federarroz, seja qual for o ministro confirmado pelo governo eleito, nos interessa tratar a questão tributária, a logística, tanto de estradas quanto do Porto de Rio Grande, assim como a fiscalização de produtos que venham de fora do Brasil. Falo especificamente do arroz paraguaio, que tem um custo de produção bem abaixo do Brasil, trazendo uma concorrência desleal ao mercado brasileiro — disse.

  A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) também foi convidada para fazer parte da transição, possivelmente para compor um grupo destinado à avaliação da agricultura familiar. O convite foi feito pelo ex-ministro Aloizio Mercadante, que vem fazendo contato com os movimentos sociais. Também deverão ser indicados nomes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf) para fazer parte do grupo temático.

Fonte: GZH
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