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| 06:07 | Segurança 7 min de leitura

RS tem aumento no número de homicídios, feminicídios e queda de latrocínios em novembro

Em Porto Alegre, os assassinatos subiram de 17 mortes em novembro de 2021 para 36 neste ano, o que representa um aumento de 111,8%

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Em Porto Alegre, os assassinatos subiram de 17 mortes em novembro de 2021 para 36 neste ano, o que representa um aumento de 111,8%
Homicídios tiveram alta de 4,1% no acumulado de janeiro e novembro de 2022 em relação ao mesmo período de 2021 - Eduardo Paganella / RBS TV

O Rio Grande do Sul teve aumento no número de homicídios no mês de novembro na comparação com o mesmo mês de 2021. Em Porto Alegre, foram registradas 19 mortes a mais no período. O número de feminicídios apresentou alta pelo segundo mês consecutivo. Já o número de latrocínios alcançou o menor total das séries históricas no mês de novembro e no acumulado no RS. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado na tarde desta sexta-feira (9). 

Em relação aos homicídios, o RS teve 147 vítimas em novembro, uma elevação de 13,1% em relação às 130 mortes no mesmo mês em 2021. No acumulado do ano a alta foi de 4,1%. O Estado somou entre janeiro e novembro 1.530 vítimas, 60 a mais que nos onze meses do ano passado, quando chegou a 1.470 casos. 

A elevação dos índices de assassinatos no RS é puxada pelos números de Porto Alegre, onde o número de homicídios subiu mais que o dobro, passando de 17 mortes em novembro de 2021 para 36 neste ano, um aumento de 111,8%. No acumulado dos onze meses do ano, a Capital também registra alta nos assassinatos — subiu 20,9%, passando de 239 para 289. 

O secretário da SSP, coronel Vanius Cesar Santarosa, avalia que os conflitos entre facções na Capital são a razão do aumento no índice de assassinatos. 

— Pelo que verificamos nos crimes ocorridos nos últimos meses, os conflitos entre criminosos são os principais responsáveis pelo aumento nesse indicador específico. Observando o aumento apenas em Porto Alegre, vemos que a diferença é maior que a registrada no total do Estado, o que evidencia o impacto desses conflitos — sublinha o secretário.

 Santarosa também destaca as investidas das forças de Segurança do Estado contra a criminalidade.

— Houve reforço em ações ostensivas da Brigada Militar com o objetivo de coibir ações criminosas. Realizamos também reuniões contínuas entre as forças de segurança, para reforçar a integração entre as vinculadas da SSP, trocar experiências entre os agentes de segurança e traçar estratégias específicas para cada região, sempre com o objetivo de combater a criminalidade e reduzir os indicadores — ressalta. 

O delegado Fábio Motta Lopes, chefe da Polícia Civil, pontua que em 2021 houve uma redução significativa nos indicadores de violência no RS, o que apresenta ao Estado o desafio de manter os índices em queda. 

— Os números vêm em queda. Em 2017 foi o pico de homicídios que tivemos aqui no Estado e no Brasil e de lá pra cá eles vêm em queda. O principal fator é realmente essa briga que exisite no tráfico de drogas. No âmbito da Polícia Civil estamos trabalhando na identificação não apenas dos executores, mas também dos mandantes desses crimes — comenta Lopes. 

Alta nos feminicídios 

Pelo segundo mês consecutivo, os feminicídios voltaram a apresentar alta. Em setembro, o RS registrou seis feminicídios, o que representou uma queda de 14,3% em relação ao mesmo mês em 2021. Em outubro, o indicador voltou a subir com o registro de sete assassinatos de mulheres no Estado.  

Em novembro, houve elevação dos casos tanto em relação aos últimos dois meses, quanto em relação a novembro de 2021. Dez mulheres foram mortas no Rio Grande do Sul em novembro. No mesmo mês do ano passado houve nove registros de feminicídio. 

No acumulado do ano a alta também persiste, com 100 casos de janeiro a novembro, nove a mais que os 91 registrados em igual período de 2021. Conforme a SSP, das 100 vítimas deste ano, 79 não tinham medida protetiva de urgência vigente e 51 sequer tinham registro de ocorrência anterior contra o agressor. 

 — Os feminicídios são um problema de segurança, mas também um problema social que decorre do machismo. O que pode ser feito é a adoção de medidas para que a mulher possa romper o quanto antes o ciclo de violência. O agressor não começa matando a vítima. Ele começa com ameaças, com perseguições. É importante que a mulher compreenda que ela está sendo vítima de uma violência para romper esse ciclo o quanto antes — pondera o delegado Fábio Motta Lopes.  

Três dos outros quatro indicadores de violência contra a mulher acompanhados pela SSP, além do feminicídio, apresentaram queda no mês de novembro. Foi registrada queda de 15,3% nas ameaças; de 9,7% nas lesões corporais; e de 9,9% nos estupros. Já as tentativas de feminicídio subiram 54,1% no período, passando de 24 em novembro de 2021 para 37 no mês passado. 

Já no acumulado, houve aumento de 2,5% nos estupros, que passaram de 2.153 de janeiro a novembro de 2021 para 2.207 no mesmo período deste ano. Também aumentou o acumulado das tentativas de feminicídio em 4,7%, que passaram de 232 para 243. Em contrapartida, houve reduções de 7,3% nos casos de ameaças e de 0,7% de lesão corporal. 

Queda nos latrocínios

O crime de latrocínio (roubo com morte) apresentou queda expressiva tanto na comparação do mês de novembro de 2022 com o mesmo mês do ano anterior, quanto no acumulado dos últimos 11 meses. Foi o índice mais baixo já registrado desde o início da série histórica. 

No mês passado, o RS teve um caso de latrocínio, enquanto novembro de 2021 teve dois casos registrados. No acumulado de janeiro a novembro a queda foi de 18,5%, passando de 54 casos no ano passado, para 44 em 2022. 

Pelo segundo ano consecutivo, Porto Alegre zerou o indicador de latrocínio no mês de novembro. O acumulado do ano apresenta o menor total da série histórica, uma redução de 50%, passando de 14 casos em 2021 para sete casos neste ano. 

Baixa nos roubos  
Seguindo a tendências dos levantamentos anteriores, os roubos novamente apresentaram queda. O Estado teve 383 roubos de veículos registrados em novembro de 2022, 6,1% menos que no ano anterior. No acumulado, de janeiro a novembro de 2022, foram registrados 4.125 roubos de veículos, o que representa uma redução de 9,1%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 4.536 ocorrências no RS. 

Já em Porto Alegre, houve redução de 19,9% nos roubos de veículos, que passaram de 156 em novembro de 2021 para 125 no penúltimo mês deste ano. No acumulado, a Capital somou 1.602 roubos de veículos entre janeiro e novembro deste ano, contra 1.756 no mesmo período no ano passado, o que representa baixa de 8,8%.  

Outro crime que apresentou diminuição expressiva no RS foram os roubos a transporte coletivo. De janeiro a novembro de 2022 foram registrados 562 casos, uma redução de 48,5% em relação a 2021, quando houve 1.091 registros. Já no mês de novembro, foram 43 ocorrências contra 81 no mesmo período do ano passado, uma queda de 46,9%. Em ambos indicadores foram registrados os menores índices da série histórica, iniciada em 2012. 

Abigeato 
O RS registrou em novembro 320 casos de abigeato (furto de gado). No mesmo mês do ano passado, foram 411 casos, o que representa uma queda de 22,1%. O índice foi o mais baixo registrado nos últimos dez anos. No acumulado, houve registro de 4.312 ocorrências entre janeiro e novembro deste ano contra 4.941 no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 12,7%. O índice também foi menor da década. 

Como denunciar violência contra a mulher

Denúncias anônimas sobre suspeita de casos do tipo ou informações sobre abuso contra mulheres podem ser enviadas nos canais:

  • 190 (situações que demandem socorro imediato)
  • www.ssp.rs.gov.br/denuncia-digital (Denúncia Digital 181 SSP)
  • 181 (Disque Denúncia SSP)
  • (51) 98444-0606 (WhatsApp da Polícia Civil)

Fonte: GZH

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