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| 12:25 | Política 2 min de leitura

''Quem tem que subir a rampa vai subir e nós, que temos que descer, vamos descer'', diz Mourão

Vice-presidente da República falou ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira (14)

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Vice-presidente da República falou ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira (14)
Reprodução internet

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, falou nesta quarta-feira (14) ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha. Ele condenou atos da vandalismo ocorridos em Brasília, na segunda-feira, e disse que é preciso identificar os responsáveis, além de fazer valer "o peso da lei". Mourão, que foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, também se posicionou sobre grupos que se recusam a aceitar o resultado da eleição, em que o ex-presidente Lula saiu vencedor frente ao atual presidente, Jair Bolsonaro. 

Para ele, não há hipótese de não se cumprir aquilo que já foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

— Na derrota, a gente tem que ser altivo. Nós perdemos a eleição. As pessoas que venceram a eleição agora tem o grande trabalho de governar. (...) Quem tem que subir a rampa, vai subir e nós que temos que descer, vamos descer. Segue o baile — declarou.

A frase sobre a rampa tem um peso importante, diante das manifestações de grupos (de apoiadores e não do presidente, registre-se) sobre não aceitar o resultado do pleito. Contudo, o uso das palavras "subir" e "descer" a rampa é simbólico, já que ainda não se sabe se Jair Bolsonaro participará da cerimônia de posse, no dia 1º de janeiro, e se passará a faixa para o adversário eleito. Ao que tudo indica, Bolsonaro não deverá fazê-lo.

À Rádio Gaúcha, Mourão afirmou que, se em algum momento Bolsonaro decidir passar a faixa, aí sim, ele estará, junto com sua esposa, ao lado do chefe do Executivo e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Caso esta não seja a vontade do presidente, "paciência".

Sobre o abatimento de Bolsonaro, que tem feito pouquíssimas aparições públicas, nem mesmo nas tradicionais lives que conduziu ao longo do mandato, Mourão disse compreender o sentimento de tristeza.

— Óbvio que o presidente está triste e chateado. Talvez se a derrota tivesse sido acachapante, com uma grande diferença, fosse diferente. Talvez ele estivesse menos entristecido. Como foi por um placar bem reduzido, isso pode ter aumentado o sentimento dele. Isso é minha hipótese. Mas é difícil você calçar o sapato de outra pessoa (sobre sentir a dor do outro), entender o sofrimento interno. O que eu tenho procurado, como vice-presidente, é ser, mesmo diante da derrota, desafiador e altivo — completou.

Fonte: GZH

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