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| 17:43 | Segurança 2 min de leitura

Ibama e Funai começam retomada do território yanomami e destroem aeronaves

Uma base de controle foi instalada no Rio Uraricoera, principal rota fluvial da região, para impedir o fluxo de suprimentos para os garimpos

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Uma base de controle foi instalada no Rio Uraricoera, principal rota fluvial da região, para impedir o fluxo de suprimentos para os garimpos
Foram destruídos um helicóptero, um avião, um trator de esteira e estruturas de apoio logístico ao garimpo - Ibama / gov.br/Reprodução

O governo federal deu início às ações de repressão ao crime e de retirada dos garimpeiros da terra indígena yanomami, em Roraima. Entre segunda (6) e o início da noite de terça-feira (7), foram destruídos um helicóptero, um avião, um trator de esteira e estruturas de apoio logístico ao garimpo.

Foram apreendidas ainda duas armas e três barcos, com cerca de 5 mil litros de combustível. A ação foi liderada por agentes do Ibama, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública.

Ibama e Força Nacional instalaram uma base de controle no Rio Uraricoera, principal rota fluvial da região, para impedir o fluxo de suprimentos para os garimpos. Além de gasolina e diesel, os barcos apreendidos carregavam cerca de uma tonelada de alimentos, freezers, geradores e antenas de internet.

Todos os suprimentos serão usados para abastecer a base de controle. Nenhuma embarcação com carregamento de combustível e equipamentos será autorizada a seguir daquele ponto de bloqueio em direção aos garimpos.

A instalação de bases de controle será estendida para outras áreas da terra indígena. A estrutura logística é fornecida pela Funai, com o apoio dos próprios indígenas nesta fase da operação.

A ação aérea é realizada pelo Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama, que monitora pistas de pouso clandestinas na região. Sobrevoos para identificar e destruir a infraestrutura do garimpo, como aviões, helicópteros, motores e instalações, serão mantidos. O trator destruído era usado para abrir "ramais" na floresta.

O Ibama também fiscaliza distribuidoras e revendedoras responsáveis pelo comércio irregular de combustível de aviação que abastece os garimpos.

O objetivo principal da operação é inviabilizar linhas de suprimento e rotas que abastecem e escoam a produção do garimpo, além de garantir a permanência das equipes de fiscalização por prazo indeterminado. As ações foram acompanhadas pela Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente, da Advocacia-Geral da União (AGU).

Fonte: GZH

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