18/02/2023 | 14:21 | Política
Ex-presidente diz não ter recebido imunização durante a pandemia, mas impôs restrição de acesso ao cartão de vacinas dele durante cem anos
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Carvalho, afirmou na sexta-feira (17) que é preciso concluir a apuração sobre a possibilidade de adulteração do cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de decidir por divulgar o documento ou manter o sigilo de cem anos imposto pelo governo passado.
A CGU investiga se houve algum tipo de adulteração no cartão de vacinação virtual de Bolsonaro. Segundo a reportagem do Estadão apurou, o processo verifica se houve inserção ou mesmo retirada de dados do cartão do ex-presidente.
Carvalho disse que existe no sistema do Ministério da Saúde um registro de vacinação de Bolsonaro contra covid-19 no dia 19 de julho de 2021 na UBS do Parque Peruche, em São Paulo.
— Esse registro existe. Esse registro, se ele está no ofício da CGU, eu não tenho como negar — afirmou o ministro em entrevista à CNN Brasil.
Bolsonaro disse não ter se vacinado contra a covid-19. Ele impôs sigilo de um século sobre a carteira de vacinação, alegando privacidade. Durante a pandemia, o então presidente questionou a eficácia da vacina e desestimulou a imunização.
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