Em pronunciamento informal de mais de
uma hora em cadeia nacional de televisão, a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, falou nesta segunda-feira (26) sobre o caso da morte do Promotor Alberto Nisman. Kirchner
anunciou um projeto de lei que dissolverá a Secretaria de Inteligência argentina, que será substituída por uma Agência Federal de Inteligência,
combatendo antiterrorismo e tráfico de drogas, ou qualquer crime internacional.
Kirchner afirmou que a morte do promotor é um caso lamentável,
mas não citou suicídio. Ela diz que sociedade não pode viver sitiada pelo terrorismo. Em uma hora de discurso, Cristina defendeu o governo no caso da morte de Nisman, e
disse ser absurda a denúncia apresentada pelo promotor. Alberto Nisman foi encontrado morto, poucos dias depois de ter denunciado a presidente por uma suposta tentativa de acobertar
terroristas do Irã em um ataque ocorrido na argentina em 1994.
Cristina Kirchner afirma que nenhum presidente foi tão bombardeado com
acusações quanto ela. A presidente defendeu o governo, e disse que a ela não vão extorquir, não vão intimidar.