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| 05:30 | Segurança 3 min de leitura

Polícia Federal cumpre mandado de busca em São Leopoldo em operação contra fraudes no Auxílio Emergencial

Com ações em 12 Estados, órgão apura desvio de mais de R$ 50 milhões em 10 mil contas do programa

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Com ações em 12 Estados, órgão apura desvio de mais de R$ 50 milhões em 10 mil contas do programa
Operação apreendeu diversos cartões de créditos em outras cidades brasileiras - Polícia Federal / Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (7), uma operação para combater fraudes no programa Auxílio Emergencial. Foram cumpridos 47 mandados de busca e dois de prisão preventiva em 11 Estados e no Distrito Federal. Um dos mandados de busca foi cumprido em São Leopoldo, e um celular foi apreendido. Ainda não há mais informações sobre a atuação do investigado do Rio Grande do Sul no esquema.  

A operação Apateones — “fraudadores”, em grego — foi coordenada pela delegacia da Polícia Federal de Campinas, em São Paulo. São investigados 37 suspeitos pelos crimes de furto mediante fraude, estelionato e organização criminosa. As penas, somadas, podem chegar a mais de 22 anos de reclusão. Com análises de relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilos bancários, a PF estima que os valores desviados ultrapassam R$ 50 milhões, em “mais de 10 mil contas”, conforme informação publicada no site da polícia.

Os mandados foram expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas e também abrangeram os Estados de Goiás, Maranhão, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Houve ainda dois mandados de prisão para Goiânia e Brasília. Foi autorizado o bloqueio de bens e de valores encontrados em nome dos investigados.  

Resultados 
Aproximadamente 200 agentes da PF estiveram em ação e apreenderam chips, cartões de créditos, CNHs falsas, impressoras, veículos, máquinas de cartão, cartões do INSS e dispositivos eletrônicos. Em Sorocaba (SP), um casal foi preso em flagrante por organização criminosa — e uso de documento falso e porte de arma de uso restrito, no caso do homem.

Origem 
De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início em agosto de 2020, “com base em informação encaminhada pela Caixa Econômica Federal à Polícia Federal em Brasília com dados sobre 91 benefícios de Auxílio Emergencial fraudados”. Os valores desviados, na época, somavam R$ 54,6 mil. Eles foram desviados para duas contas bancárias de pessoa física e de pessoa jurídica em Indaiatuba, em São Paulo. A partir daí, conforme a PF, veio à tona “milhares de outras fraudes”. A base de dados foi montada a partir de contestações de pessoas que questionavam manifestações financeiras das suas contas junto à Caixa.  

O rastreamento mostrou que parte dos envolvidos nas fraudes estava em Goiás e Rondônia. Os beneficiados recebiam valores de contas do Auxílio Emergência fraudadas por meio do pagamento de boletos e transferências bancárias.  

— Um dos presos é o criador do programa, que é muito comercializado em dark web, e que bate CPFs com programas sociais para verificar quais estão aptos a receber o benefício, a exemplo do Caixa Tem. A partir daí, começa uma engenharia social para obter outros dados das pessoas, telefone, senha, e assim por diante, inclusive com envios de SMS, de mensagens que a pessoa clica em links que a pessoa é direcionada para sites nos quais digitam as senhas — explicou o chefe da delegacia de Campinas, Edson Geraldo de Souza, em entrevista coletiva. 

A operação foi realizada em conjunto por Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa Econômica, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União, na chamada Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (Eiafae).

“O objetivo da atuação interinstitucional conjunta é a identificação sistemática de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas, com a responsabilização de seus integrantes e a recuperação de valores para o erário”, afirma a Polícia Federal em seu site.

Fonte: GZH

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