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| 05:55 | Política 2 min de leitura

Bolsonaro confirma que conversou pessoalmente com o ex-chefe da Receita Federal sobre joias

Itens foram presente do governo da Arábia Saudita e são avaliados em R$ 16,5 milhões

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Itens foram presente do governo da Arábia Saudita e são avaliados em R$ 16,5 milhões
Reprodução internet

Jair Bolsonaro (PL) afirmou que conversou pessoalmente com o ex-chefe da Receita Federal, Júlio César Vieira Gomes, sobre as joias enviadas pela Arábia Saudita e retidas com a comitiva presidencial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em outubro de 2021. A confirmação foi dada durante depoimento à Polícia Federal (PF), no dia 5 de abril. 

A reportagem da TV Globo teve acesso aos cerca dos 10 depoimentos feitos de forma remota à Polícia Federal (PF) em São Paulo, incluindo o do ex-presidente. As joias são avaliadas em R$ 16,5 milhões. 

"O declarante (Bolsonaro) solicitou ao ajudante de ordens, coronel Cid, que obtivesse informações a cerca de tais fatos; que o ajudante de ordens oficiou a Receita Federal para obter informações; que neste interim o declarante estabeleceu contato com o então chefe da Receita Federal, Júlio, cujo sobrenome não se recorda, e salvo engano, determinou que estabelecesse contato direto com o ajudante de ordem; que as conversas foram pessoalmente, pelo o que se recorda", diz o registro do depoimento.

Bolsonaro disse que foi avisado sobre a existência das joias entre o final de novembro e o começo de dezembro de 2022, mas afirmou não se lembrar quem foi que o comunicou. Ele disse que possivelmente foi comunicado por alguém ligado ao Ministério de Minas e Energia.

As joias foram recebidas pela comitiva do então ministro Bento Albuquerque. À época em que Bolsonaro alega ter tomado conhecimento dos itens, Albuquerque já não integrava mais o governo. Bolsonaro afirmou nunca ter falado com o ex-ministro sobre o assunto.

O ex-presidente também afirmou que "nunca decidia ou era consultado, ou mesmo opinou, quanto à classificação, entre o acervo público ou privado de interesse público".

Entenda o caso
O governo Bolsonaro tentou trazer ao Brasil de forma irregular, em outubro de 2021, joias avaliadas em R$ 16,5 milhões. As joias eram presentes do governo da Arábia Saudita para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Os itens foram encontrados na mala de um assessor do Ministério de Minas e Energia e não foram declarados à Receita como item pessoal, o que obrigaria o pagamento de imposto, e acabaram apreendidos.

As joias poderiam ter entrado no Brasil sem pagar imposto, desde que fossem declaradas como presente para o Estado brasileiro, mas, neste caso, ficariam com a União, não com Michelle.

Fonte: GZH

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