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| 08:03 | Segurança 2 min de leitura

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, é preso em Brasília

Polícia Federal investiga fraude em dados de vacinação do Ministério da Saúde; mandado de busca foi cumprido em residência do ex-presidente

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Polícia Federal investiga fraude em dados de vacinação do Ministério da Saúde; mandado de busca foi cumprido em residência do ex-presidente
Cid (D) era ajudante de ordens de Bolsonaro - Alan Santos / PR/Divulgação

O tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso no início da manhã desta quarta-feira (3), em Brasília. A detenção se deu durante operação da Polícia Federal (PF).

A corporação cumpre nesta manhã seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, em Brasília e no Rio de Janeiro. Um dos alvos de buscas é uma casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, na capital federal.

Segundo o G1, Bolsonaro não é alvo de mandado de prisão, mas deve prestar depoimento nesta quarta-feira. Todas as ordens de detenção foram cumpridas antes das 7h. Além de Mauro Cid, dois homens que atuaram como seguranças do ex-presidente durante o mandato foram presos: o policial militar Max Guilherme e o militar do Exército Sérgio Cordeiro.

A PF investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos sobre vacinação contra a covid-19 em sistemas do Ministério da Saúde. Os crimes teriam sido cometidos entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. De acordo com a PF, os envolvidos teriam emitido certificados falsos de vacinação contra a covid, para burlar restrições sanitárias relativas à pandemia.

"A apuração indica que o objetivo do grupo seria manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19", informou a PF, em nota.

Os fatos investigados configuram em tese os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

A operação se chama "Venire", em referência ao princípio do direito civil “Venire contra factum proprium”, que significa "vir contra seus próprios atos".

Fonte: GZH

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