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| 22:50 | Geral 2 min de leitura

Cooperativa vai recolher e comercializar leite de produtores em Capão do Cipó

Medida é solução para 6 mil litros do produto jogados fora por dia

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Medida é solução para 6 mil litros do 

produto jogados fora por dia
Produtores chegam a descartar 6 mil litros de leite por dia devido à dificuldade de comercialização (Foto: Prefeitura de Capão do Cipó / Divulgaç
A Cooperativa Mista dos Agricultores de Toropi (Coomat) esteve em Capão do Cipó, na Região Central, esta semana para cadastrar os produtores de leite que tinham interesse em vender a sua produção por meio da cooperativa. A medida é a solução para 38 produtores que enfrentam problemas para comercializar o produto há quase um mês e passaram a ter que jogar fora cerca de 6 mil litros de leite por dia.
De acordo com o prefeito em exercício, Anselmo Fracaro Cardoso, os problemas surgiram a partir das denúncias de fraudes na qualidade do leite gaúcho. A redução do consumo forçou empresas a reduzir a compra. Além disso, aquelas envolvidas em fraudes saíram do mercado.
A Coomat funcionará como um entreposto, ou seja, um local temporário onde o leite ficará até que seja vendido para a indústria.
A partir da visita, a Coomat ficou de fazer um “mapa do leite” que objetiva detalhar custos de transporte. A partir do mapa, os produtores de Capão do Cipó, junto da prefeitura, contratarão um serviço de frete e criarão uma associação de produtores de leite para firmar o compromisso com a Coomat. A cooperativa vai cobrar uma taxa de inscrição e um valor em cima do produto que será vendido. Os custos de frete serão subsidiados pela prefeitura.
A cooperativa, por meio do serviço de frete, visitará o município a cada dois dias (nas terças-feiras, quintas e sábado) para buscar por volta de 4,2 mil litros de leite produzidos. Por semana, a quantidade soma 12,6 mil litros.
Posto de resfriamento pode solucionar o problema
Em setembro passado, foi anunciada a criação de um posto de resfriamento no município, mas Cardoso diz que a construção total pode levar ao menos dois anos, o que caracteriza solução futura.

Fonte: Rádio Gaúcha

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