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| 06:56 | Segurança 2 min de leitura

Dono de construtora é suspeito de se passar por engenheiro e vender o mesmo imóvel para diferentes pessoas em SC

Segundo a investigação, os empreendimentos lançados não tinham registro de incorporação imobiliária e "jamais poderiam ter sido comercializados". Operação ocorreu em São Bento do Sul.

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Segundo a investigação, os empreendimentos lançados não tinham registro de incorporação imobiliária e "jamais poderiam ter sido comercializados". Operação ocorreu em São Bento do Sul.
Operação contra construtora em SC - Polícia Civil/ Divulgação

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra uma construtora de São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina, e o proprietário dela, suspeito de se passar falsamente por engenheiro civil. Segundo a investigação, os empreendimentos lançados e vendidos não possuíam registro de incorporação imobiliária e "jamais poderiam ter sido comercializados".

Conforme a polícia, estima-se que a movimentação da empresa tenha superado R$ 30 milhões desde 2018. Após a operação, na quinta-feira (15), o funcionamento da construtora foi suspenso.

O homem de 30 anos também teria vendido o mesmo apartamento para mais de uma pessoa, além de usar dois números do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) de outros profissionais como se fosse seu.

Ele teve o passaporte apreendido, ficando proibido de sair do país e da comarca, e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Os apartamentos e salas comerciais, de valores entre R$ 226.400 mil e R$ 650 mil, eram pagos de forma parcelada ou através de permuta, de acordo com o delegado Lucas Mendonça.

"Sobre a venda em duplicidade, para uma vítima, o apartamento foi vendido por R$ 389 mil, cujo pagamento se deu em prestação de serviços. Na sequência, vendeu o mesmo imóvel para outra pessoa por R$ 500 mil, sendo pago 200 mil via transferência bancária, como forma de entrada. Tudo isso, sem a anuência delas", informou.

A decisão judicial ainda determinou o sequestro de valores nas contas bancárias da sociedade e dos sócios em até R$ 13 milhões.

O inquérito, instaurado há cerca de dois meses, investiga crimes de estelionato, falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro.

Apreensão

O cumprimento aos mandados de busca e apreensão ocorreu na quinta-feira (15). Foram apreendidos contratos, além de aproximadamente R$ 630 mil em bens, como celulares, computadores, relógios, carro e um guindaste.

Um outro automóvel, um Jeep Compass, registrado em nome da empresa, não foi localizado na operação.

Os objetos s serão agora analisados pela Polícia Civil. O inquérito continua.

Fonte: G1

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