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| 05:27 | Política 2 min de leitura

Bolsonaro ''jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos'', afirma defesa do ex-presidente

Polícia Federal deflagrou operação para investigar suposto grupo que teria vendido bens entregues a autoridades brasileiras em missões oficiais do Palácio do Planalto

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Polícia Federal deflagrou operação para investigar suposto grupo que teria vendido bens entregues a autoridades brasileiras em missões oficiais do Palácio do Planalto
Reprodução internet

Em nota assinada pelos escritórios de advocacia D.B. Tesser e Paulo Amador Cunha Bueno, e publicado pelo jornal O Globo, o ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter se apropriado ou desviado "bens públicos" e afirmou que coloca à disposição da Justiça sua movimentação financeira.

"O Presidente Bolsonaro reitera que jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária", diz a nota assinada pelos advogados. 

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (11), a Operação Lucas 12:2, no âmbito da investigação sobre os presentes dados ao ex-presidente por delegações estrangeiras. É investigada a tentativa de vender, de forma ilegal, itens como joias e um relógio da marca Rolex. 

 O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, está na mira dos investigadores. De acordo com a PF, ele recomprou, nos Estados Unidos, o relógio que teria sido vendido ilegalmente pelo general Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cid, braço-direito do ex-chefe do Executivo. O objetivo da recompra era entregar para o Tribunal de Contas da União (TCU), que exigiu a devolução do item para a União. 

Os montantes "obtidos das vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de laranjas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores", afirma a PF. 

A defesa de Bolsonaro também afirma que o ex-presidente "voluntariamente e sem que houvesse sido instada, peticionou junto ao TCU – ainda em meados de março, p.p. –, requerendo o depósito dos itens (joias presenteadas por governo estrangeiro) naquela Corte, até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito".

As defesas de Mauro Cid, Mauro César Lorena Cid e Frederick Wassef não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

Fonte: GZH

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