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| 05:29 | Geral 2 min de leitura

Com determinação e esperança, moradores começam reconstrução de Roca Sales

Na tarde ensolarada desta quinta-feira, pessoas trabalhavam para reerguer suas vidas, após enchente que destruiu a cidade

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Na tarde ensolarada desta quinta-feira, pessoas trabalhavam para reerguer suas vidas, após enchente que destruiu a cidade
Moradores de Roca Sales aproveitaram o dia com tempo bom para limpar casas, comércios e organizar o que restou após enchente - Mateus Bruxel / Agencia

Onde havia moradias, agora há pedaços de concreto, madeira e entulhos. A situação neste ponto foi agravada porque, aos fundos das casas, passa um arroio. A água se elevou ali e contribuiu para a destruição neste trecho da rua.

Questionada sobre a próxima etapa, se será demolir a parte de madeira da frente da casa ou trocar o telhado, Rosely para e reflete:

— Estamos esperando ajuda dos governos estadual e federal. Vamos tirar ajuda de onde?

Para ela, a destruição de dias atrás foi tanta que não parece que poderia ser causada pela água.

— Foi como se tivessem largado uma bomba aqui — compara.

Muita gente em Roca Sales compartilha a mesma percepção. Uma bomba. E das grandes.

Mas a vida segue na cidade. Pessoas conversam com vizinhos, estendem a mão e tentam confortar quem perdeu bens ou até viu as águas levarem para sempre a vida de parentes.

— Estamos vendo muita ajuda dos voluntários. É uma coisa incrível — atesta Rosely, com um sorriso no rosto e a certeza de dias melhores.

O mesmo sorriso exibe o pedreiro Marcelo Schneider, 47, vizinho do casal. Apesar do mesmo sobrenome, não é parente de Rosely e Luiz Arthur. Com um lava-jato, ele limpa o que é possível.

— Sou pedreiro e perdi todas minhas ferramentas — lamenta Marcelo, que vive há 20 anos no local.

Para escapar da fúria do rio, o pedreiro deixou a casa e correu em direção a um vizinho, em uma parte alta da rua.

— Tinha gente pedindo socorro em cima dos telhados — recorda.

Indagado sobre qual é a prioridade agora, ele diz:

— Primeiro é arrumar ferramentas para retomar o meu ganha-pão.

Enquanto não pode voltar para casa, ele dorme em uma marcenaria. Apesar das perdas, Marcelo não desanima. Diante da dificuldade, reage com esperança.

Fonte: GZH

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