Facebook Instagram X WhatsApp


| 11:27 | Segurança 4 min de leitura

Mãe e tios são presos por forjar sequestro de menino de dois anos na Capital

Um casal recebeu R$ 300 para cuidar da criança, enquanto trio sustentava acusação contra um homem que foi tio dela

Compartilhar:

A comunicação do sequestro de uma criança de dois anos na zona sul de Porto Alegre mobilizou forças de segurança entre a noite da sexta-feira (22) e a madrugada deste domingo (24). O desfecho ocorreu com o encontro do menino no bairro Restinga, na Capital, e a confirmação de que se tratava de falso sequestro, orquestrado pela mãe da criança e outros familiares com o objetivo de prejudicar um homem que foi tio do menino.

A mãe, 20 anos, uma tia, 32 anos, e um tio, 30 anos, foram presos em flagrante por denunciação caluniosa e associação criminosa. Também foram enquadrados no artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê condenação a quem "submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento".

A criança foi encontrada com um casal em uma residência na Vila Vale do Salso, na Restinga. A mulher e o homem contaram ter recebido R$ 300 para cuidar do menino por alguns dias. O trabalho foi coordenado pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca) e a 1ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (1ª DPCA).

Ao procurar a polícia para registrar o sumiço da criança, na noite de sexta-feira, a mãe relatou que o filho havia sido arrancado do colo dela por pessoas em um carro Sandero branco. Mensagem com esse teor foi lançada na internet com foto do menino e compartilhada ao longo do final de semana em grupos de WhatsApp por pessoas que pediam ajuda na localização da vítima.

À polícia, a mãe indicou um ex-cunhado (ex-marido da tia que foi presa) como responsável pelo sequestro. 

— Quando verificamos a quantidade de ocorrências envolvendo a mãe, a tia e esse ex-cunhado, ex-marido dessa tia, ficamos bem preocupados com a possibilidade de ser um caso de vingança com uso da criança — disse a delegada Caroline Bamberg Machado, diretora do Deca.

A partir do comunicado da mãe, foram mobilizados outros setores da segurança: a Brigada Militar, que passou a fazer buscas e abordagens a veículos, a Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) - especializada em casos de sequestros -, o Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar, além da participação dos órgãos do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV). 

O homem apontado pela mãe e pela tia do menino como suspeito foi levado para a delegacia para ser ouvido. Outros familiares também prestaram depoimento. O homem havia estado preso recentemente em função de ocorrências feitas pela mãe e a tia do menino. Os vários registros policiais envolviam situações de ameaças mútuas, Lei Maria da Penha e até estupro. 

Há também uma disputa judicial pela guarda de um menino de seis anos, filho da tia do suposto sequestrado e do ex-marido dela, que foi apontado como autor do sequestro. O homem havia sido solto no dia 21 de setembro. No dia 22, foi registrado o falso sequestro.

Como os relatos apresentavam contradições, os policiais passaram a conferir ligações e mensagens para tentar esmiuçar as circunstâncias do caso. Conforme a delegada Camila Franco Defaveri, o trio fez narrativas confusas e contraditórias tentando ludibriar os policiais.

Até que houve a confissão sobre terem forjado o caso. O atual marido da tia do menino confessou a armação, dizendo se tratar de ideia da cunhada - mãe da criança. Por fim, os três admitiram que forjaram o sequestro. Os policiais então foram levados à casa em que estava a criança.

Por volta da meia-noite de sábado, houve emoção e comemoração entre os policiais ao resgatarem a criança em boas condições. Ele saiu do local no colo de um agente e carregando um brinquedo de pelúcia. Com o acompanhamento do Conselho Tutelar, a polícia optou por deixar as duas crianças - o suposto sequestrado e o primo, de seis anos, filho da tia que foi presa - com a avó materna. A ideia inicial foi de não afastá-los de familiares para não causar mais sofrimento aos meninos já envolvidos na situação.

— A investigação continua até para vermos se a armação teve a participação de mais pessoas, outros familiares e o casal que, inicialmente, apenas estava cuidado do menino — explicou a delegada Caroline.  

Os nomes dos presos não foram divulgados pela polícia a fim de proteger a identidade da criança vítima. 

Fonte: GZH

Um casal recebeu R$ 300 para cuidar da criança, enquanto trio sustentava acusação contra um homem que foi tio dela
Polícia localizou a criança no bairro Restinga - Deca / DPGV divulgação
Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade