Facebook Instagram X WhatsApp


| 10:37 | Segurança 4 min de leitura

Criminosos extorquem R$ 150 mil de aposentado em Gravataí para proteger o filho

Suspeitos de sequestrar rapaz usuário de drogas e obrigar pai a fazer pagamentos foram alvo de ofensiva da Polícia Civil nesta quarta-feira (11)

Compartilhar:
Suspeitos de sequestrar rapaz usuário de drogas e obrigar pai a fazer pagamentos foram alvo de ofensiva da Polícia Civil nesta quarta-feira (11)
Dinheiro e outros materiais apreendidos durante operação desta quarta-feira - Polícia Civil / Divulgação

Ao longo de dois anos, um aposentado morador da Região Metropolitana viveu coagido por um grupo criminoso. Bandidos ameaçavam incendiar a residência onde vivia o filho dele, usuário de drogas, em Gravataí. Amedrontado, o pai acabou cedendo à pressão e realizou série de transferências. O ápice da extorsão aconteceu quando bandidos sequestraram o rapaz, e passaram a exigir novos pagamentos. No total, cerca de R$ 150 mil foram enviados à quadriha. 

Na manhã desta quarta-feira (11), a Polícia Civil desencadeou uma operação para prender os dois suspeitos de sequestrarem o jovem. Segundo o delegado Eduardo Amaral, da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí, além das duas prisões preventivas, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de nove bloqueios bancários. O caso chegou ao conhecimento da polícia há cerca de três meses. 

Até o início da manhã, durante a Operação Kidnapped — o nome da ofensiva faz referência à "sequestrado" em inglês — um dos investigados tinha sido preso e outro seguia foragido. Também foram apreendidos materiais relacionados ao tráfico de drogas, como pinos (usados para armazenar entorpecentes), rádios comunicadores, munições e balanças de precisão, além de um drone, dinheiro em espécie e celulares. 

— Essa modalidade, de sequestrar um dependente químico, e exigir dinheiro da família é incomum. É mais comum a questão da extorsão em si, por telefone. Muitas vezes de criminosos de dentro das prisões. Mas a situação do sequestro de um familiar foi mais audaciosa e grave — diz o delegado. 

As extorsões do aposentado começaram há pouco mais de dois anos. Os bandidos, segundo a polícia, conseguiram o contato de telefone e passaram a exigir que ele fizesse pagamentos. Ameaçavam incendiar a casa do filho com ele dentro, caso não fossem feitas as transferências. 

— Passaram a exigir dinheiro com pretexto de dívida de tráfico. Começaram até mesmo a criar dívidas que não existiam. Descobriram uma fonte fácil de dinheiro. E o pai sempre cedia — explica o delegado Amaral. 

Sequestros
Ao longo desse período, os traficantes partiram para empreitadas mais violentas. Por três vezes, mantiveram o rapaz em cativeiro, exigindo que o pai pagasse o resgate. Foram realizadas pelo menos 13 transferências para os criminosos. A polícia conseguiu comprovar que foram repassados R$ 97 mil somente neste ano. Mas os valores, segundo o aposentado, chegaram a R$ 150 mil. 

— Em maio deste ano, o filho foi sequestrado pela terceira vez. Levaram até uma casa, num beco. Ele teve as mãos amarradas, colocaram um saco em sua cabeça e apontaram uma arma para o rosto. Tiraram uma foto e enviaram ao pai dele — detalha o delegado. 

Durante o sequestro, o pai fez as duas últimas transferências, que somaram R$ 23 mil. Após o pagamento, o filho foi libertado e internado numa clínica de reabilitação em outro município. 

Alvos
Além das prisões dos dois suspeitos de terem cometido o último sequestro do rapaz, a polícia tem como alvo de mandados de busca nesta quarta-feira pessoas que receberam em suas contas as transferências dos pagamentos. Durante a investigação, a Polícia Civil descobriu ainda que os mesmos investigados já tinham histórico por extorsão numa situação semelhante. Uma senhora passou a ser extorquida por criminosos que ameaçavam matar seu filho. Mais tarde, a mãe descobriu que ele já estava morto. 

— Eles já vêm se valendo desse tipo de extorsão para exigir dinheiro das pessoas — diz o delegado. 

O principal investigado, segundo a polícia, é o filho de outro criminoso, e recebeu um dos pagamentos na própria conta. Os mandados são todos cumpridos no município de Gravataí, onde atua o grupo vinculado a uma facção. Entre os locais nos quais os policiais estão realizando buscas, está a casa que teria sido usada como cativeiro. 

— Neste caso, ele achou que pagando iria resolver. Mas não se negocia com criminoso. Não há nenhuma garantia de que aquilo vai ser resolvido, de que eles vão cumprir o que prometem. O objetivo desses criminosos, seja com o tráfico ou com a extorsão é um só: dinheiro fácil. No primeiro contato do criminoso, a pessoa tem que buscar auxílio junto à polícia. Neste caso, soubemos quando ele já estava numa situação crítica e depois de ter um prejuízo econômico significativo — afirma Amaral. 

Os suspeitos são investigados pelo crimes de extorsão e extorsão mediante sequestro. Na operação, a polícia busca outros materiais que possam auxiliar a identificar mais pessoas do grupo criminoso envolvidas nos crimes.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade