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| 05:12 | Política 2 min de leitura

Bolsonaro vai à Polícia Federal, mas se cala no inquérito sobre fake news na eleição

Defesa afirma que o STF não tem competência para conduzir o caso e esclarecimentos só serão dados quando investigação passar para a primeira instância

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Defesa afirma que o STF não tem competência para conduzir o caso e esclarecimentos só serão dados quando investigação passar para a primeira instância
Ex-presidente Jair Bolsonaro falou com jornalistas, após comparecer à sede da Polícia Federal, em Brasília. - Valter Campanato / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (18), mas não prestou depoimento sobre a suposta ordem que teria dado para aliados espalharem fake news na eleição.

A defesa lançou mão do mesmo argumento usado para justificar o silêncio no caso das joias. Os advogados afirmam que o Supremo Tribunal Federal (STF) não tem competência para conduzir o caso e que Bolsonaro só vai prestar esclarecimentos quando a investigação passar para a primeira instância.

"Nenhum dos investigados é detentor de foro por prerrogativa de função, pelo que não há justificativa para o processamento desta apuração na esfera do Supremo Tribunal Federal", justificaram por escrito ao STF.

Diálogos recuperados pela PF mostram que o ex-presidente pediu para Joseph Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, "espalhar ao máximo" informações falsas sobre o processo eleitoral.

Seis empresários começaram na mira do inquérito, mas hoje apenas dois são investigados.

O ex-presidente foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por espalhar informações falsas sobre as urnas eletrônicas. Uma das punições previstas na sentença foi a suspensão dos direitos políticos, o que na prática o deixa inelegível até 2030.

Bolsonaro era esperado em agosto para dar explicações na investigação sobre mensagens golpistas de empresários aliados do seu governo, mas na época a defesa pediu o adiamento alegando que não teve tempo de analisar os autos. São mais de 2 mil páginas.

Fonte: GZH

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