Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:04 | Geral 3 min de leitura

Assembleia aprova reajuste de 9% ao piso regional do RS, mas rejeita pagamento retroativo; veja como fica

De acordo com a proposta, o valor recebido pela menor faixa passa dos atuais R$ 1.443,94 para R$ 1.573,89, um aumento de R$ 129,95

Compartilhar:
De acordo com a proposta, o valor recebido pela menor faixa passa dos atuais R$ 1.443,94 para R$ 1.573,89, um aumento de R$ 129,95
Projeto foi analisado nesta terça-feira (14) pelos deputados estaduais. - Mariana Czamanski / Assembleia Legislativa / Divulgação

Os deputados estaduais do Rio Grande do Sul aprovaram nesta terça-feira (14) o projeto de lei que reajusta em 9% o salário mínimo regional. De acordo com a proposta, o valor pago para a menor faixa do piso passa dos atuais R$ 1.443,94 para R$ 1.573,89, ou seja, um aumento de R$ 129,95. 

O projeto foi aprovado por 47 votos a dois. Posicionaram-se contra o reajuste os deputados Guilherme Pasin (PP) e Felipe Camozato (Novo).

O texto havia sido encaminhado pelo governador Eduardo Leite em junho. Tramitou por cinco meses até chegar ao plenário. O projeto foi votado nove meses depois da data-base da correção, prevista para fevereiro.

A previsão era de que o novo valor fosse aplicado de forma retroativa ao mês de maio. No entanto, emenda apresentada pelo deputado Gustavo Victorino (Republicanos) foi aprovada por 32 votos a 17 e eliminou esse dispositivo.

Independente, Victorino contou com apoio da maioria da base governista para aprovar o aditivo. O deputado disse que negociou com o Piratini a aprovação da emenda. No entanto, o líder do governo, Frederico Antunes (PP), disse que não orientaria o voto dos governistas.

Atualmente, a data-base para o reajuste do piso é fevereiro. O governo queria passar esse referencial para o mês de maio, mas a emenda de Victorino estipula que a data-base passe a ser "o dia de publicação da lei" que prevê reajuste.

Salário mínimo

Criado em 2001 e composto por cinco faixas (veja ao final o impacto do reajuste em cada uma), o salário mínimo regional incide sobre a remuneração de categorias que não têm previsão de outro parâmetro em convenções ou acordos coletivos e de trabalhadores informais. Também serve de base para o salário de alguns funcionários públicos estaduais, como servidores de escolas.

Para além do impacto direto, o reajuste do mínimo também costuma ser adotado como parâmetro para as negociações entre trabalhadores e empregadores que possuem convenções coletivas.

Quando foi apresentada, a proposta do Palácio Piratini desagradou entidades empresariais do Estado, que consideraram o reajuste elevado. Já as centrais sindicais almejavam ampliar o percentual proposto.

Repercussão 

Após a sessão, Victorino afirmou que atendeu ao pedido de empresários ao propor a exclusão da retroatividade:

— Houve pedido muito forte do empresariado que, alegou, não suportaria o custo trabalhista dessa retroatividade. Muitas empresas teriam gravíssimos problemas. Uma sobrecarga como essa levaria muita gente à falência. Pior do que pouco, é nada.

Líder da maior bancada de oposição, Luiz Fernando Mainardi (PT) lamentou o resultado:

— O reajuste deveria ter sido em fevereiro, e estamos reajustando em novembro. Isso já aconteceu em outros anos. Com essa demora, o trabalhador perdeu em torno de R$1,2 mil por ano.

Como fica o piso regional com o reajuste

Faixa 1: de R$ 1.443,94 para R$ 1.573,89 

Agricultura, pecuária e pesca; indústria extrativa; empregados domésticos; turismo; construção civil; motoboys, etc.

Faixa 2: de 1.477,18 para R$ 1.610,13 

Indústria do vestuário, calçado, fiação e tecelagem; estabelecimentos de serviços de saúde; serviços de limpeza; hotéis; restaurantes e bares, etc.

Faixa 3: de R$ 1.510,69 para R$ 1.646,65 

Indústrias de alimentos, móveis, química e farmacêutica; comércio em geral; armazéns, etc.

Faixa 4: de R$ 1.570,36 para R$ 1.711,69 

Indústrias metalúrgicas, gráficas, de vidros e da borracha; condomínios residenciais; auxiliares em administração escolar; vigilantes, etc.

Faixa 5: de R$ 1.829,87 para R$ 1.994,56

Técnicos de nível médio.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade