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| 18:31 | Política 2 min de leitura

Governo do RS publica decretos com corte de benefícios fiscais para setores produtivos

Medida é considerada um plano B para o caso de não aprovação do aumento de ICMS pela Assembleia Legislativa na próxima terça-feira

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Medida é considerada um plano B para o caso de não aprovação do aumento de ICMS pela Assembleia Legislativa na próxima terça-feira
Governador Eduardo Leite está mobilizado pela aprovação do aumento da alíquota do imposto.- Mauricio Tonetto / Palácio Piratini / Divulgação

O governo do Rio Grande do Sul publicou, neste sábado (16), decretos com cortes de benefícios para setores produtivos do Estado. São cinco textos publicados no Diário Oficial do Estado. 

A ação é considerada o plano B da gestão de Eduardo Leite para reforçar arrecadação em caso de não aprovação do projeto de aumento da alíquota geral do ICMS, de 17% para 19,5%, que deve ser votado na próxima terça-feira (19) na Assembleia Legislativa. 

O plano alternativo do Palácio Piratini via decretos, detalhado nesta semana, é baseado em três pilares de cortes de benefícios fiscais. O primeiro deles é a retirada gradual de 40% dos incentivos fiscais que são concedidos a 64 setores. A cada semestre, a partir do início de 2024, o governo do Estado retiraria 10% dos benefícios.

O segundo eixo de retirada de benefícios fiscais terá a consequência de ampliar o ICMS sobre os itens da cesta básica para 12%. Atualmente, estes produtos são isentos ou pagam 7% do imposto.

O terceiro eixo do plano B limitaria um benefício fiscal chamado de Ampliação do Fator de Ajuste de Fruição (FAF). Esse benefício fiscal reduz a cobrança de imposto para as empresas que adquirem insumos e produtos produzidos no Estado.

As publicações do governo do Estado informam que os decretos entram em vigor na data de publicação. No entanto, parte deles tem efeito a partir de 1º janeiro de 2024 e outra parcela começa a valer em 1º de abril de 2024. 

Nas redes sociais, o governador Eduardo Leite descreveu a publicação dos decretos como uma maneira de "assegurar o máximo de transparência sobre a extensão das medidas e permitir a melhor avaliação pela sociedade gaúcha dos caminhos disponíveis para garantir o equilíbrio das contas". 

"Publicamos os decretos que revisam benefícios fiscais a setores econômicos. Com isso, ao contrário da reforma tributária, aprovada sob total incerteza sobre como ficará a arrecadação dos Estados, nossos deputados terão clareza sobre a opção ao PL (projeto de lei) de ajuste na alíquota de ICMS", escreveu o governador. 

Segundo Leite, a alternativa que eleva a alíquota do ICMS é a "opção menos amarga". Ele informou que os decretos serão revogados caso o aumento de tributo seja aprovado pelos deputados. 

Fonte: GZH

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