Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:25 | Geral 3 min de leitura

Inflação de ''má qualidade'' acende alerta amarelo

A disparada nas passagens aéreas preocupa até o ministro da Fazenda

Compartilhar:
A disparada nas passagens aéreas preocupa até o ministro da Fazenda
Para o governo federal, passagens aéreas causaram forte impacto na inflação. - Fernando Frazão / Agência Brasil

Na finaleira do ano, a prévia da inflação oficial surpreendeu as projeções do mercado, puxada pelas passagens aéreas. Calculado pelo IBGE, o IPCA-15 veio em 0,40% em dezembro, quase o dobro do previsto. Já se esperava um aumento pelas companhias de aviação, o que tradicionalmente ocorre na época de férias, mas ele veio bem maior. Em um mês, os tíquetes subiram 9,02%, mais do que o dobro da inflação de um ano. Em uma entrevista sobre medidas econômicas nesta quinta-feira (28), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a citar as passagens aéreas como preocupação do governo federal

— Elas já estavam caras há quatro meses e subiram 65%. É um impacto muito forte no IPCA — destacou Haddad. 

Aliás, a disparada acima do normal ocorre em meio a negociações e discursos do governo para achar uma forma de reduzir os preços. O Ministério de Portos e Aeroportos chegou a anunciar há poucos dias, junto das maiores companhias aéreas do país, as primeiras medidas, elaboradas aos trancos e barrancos e ainda gerando dúvidas sobre a efetividade na ponta, ao consumidor.

Má qualidade
Ainda na inflação, houve alta em um grupo de itens que o Banco Central observa para decidir sobre a taxa de juro Selic, que inclui seguro e alimentação fora de casa, o que acendeu um alerta amarelo para o mercado. Economista da Quantitas Asset, João Fernandes observa que, pior do que acima do previsto, o IPCA-15 veio de má qualidade com o aumento destas despesas específicas.

— Em magnitude, parece pouco importante, mas a qualidade foi ruim. Não é o que o Banco Central quer ver — pondera o economista.

Ainda assim, a inflação não é, neste momento, um problema no Brasil e tem muita coisa para acontecer em 2024, mas indicadores assim afastam um corte mais intenso e mais prolongado dos juros. 

— O dado em si não deve impedir o Copom (Comitê de Política Monetária) de continuar com corte de 0,5 ponto percentual, mas tende a fechar o espaço para o uso do plural para os próximos passos da política monetária na reunião de janeiro — diz Alexandre Lohmann, economista-chefe da Constância Investimentos, referindo-se ao último comunicado da autoridade monetária, no qual falou que a redução deveria se manter na mesma magnitude nos próximos encontros.

Por que o ritmo da Selic é importante? Porque é a aposta para a retomada da economia, do corte das taxas do financiamento imobiliário à retomada de investimento pela indústria brasileira, que patina e não consegue recuperar o patamar pré-pandemia. 

Fonte: GZH

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade