Entre os testes conduzidos para a apuração da morte de 4 pessoas em uma BMW em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, a Polícia Científica fará a contagem de monóxido de carbono dentro veículo. O serviço busca confirmar suspeita levantada pela polícia de que o grupo foi intoxicado pelo gás tóxico e sem cheiro que pode ter vazado do motor.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (4) pela colunista Dagmara Spautz, da NSC (afiliada da Rede Globo em Santa Catarina). Segundo o órgão, o teste ainda será realizado.
A morte do grupo aconteceu na segunda-feira (1º), em frente à rodoviária da cidade. Tiago de Lima Ribeiro, de 21 anos, Gustavo Pereira Silveira Elias, de 24, Karla Aparecida dos Santos, de 19, e Nicolas Kovaleski, de 16, estavam no veículo de luxo e não resistiram.
O equipamento utilizado na perícia mede a quantidade do gás no ambiente e foi cedido pelo Corpo de Bombeiros. Além da medição, peças do veículo, que passou por customização para aumentar o barulho do ronco do motor, também estão sendo analisadas.
Na vistoria inicial no veículo, agentes encontraram um rompimento na conexão do cano de escapamento. Com isso, a possibilidade é de que o gás tóxico, que deveria sair de dentro do veículo pela estrutura, tenha se espalhado pelo interior do carro.
Segundo o delegado titular pela apuração, Vicente Soares, a investigação trata o caso como morte acidental. No entanto, caso a perícia comprove que houve falha no serviço de customização o caso poderá ser caracterizado como homicídio culposo - quando não há a intenção de matar.
O investigador acrescentou que os serviços de troca de escapamento podem ser realizados em veículos, desde que respeitem normas de ruído e gases poluentes: "Caso contrário é uma infração administrativa sujeita a multa".
Ao g1, o BMW Group Brasil reforçou que "não tem registro de casos similares envolvendo o modelo BMW 320i original de fábrica". A montadora também afirmou que está à disposição das autoridades.
O que se sabe sobre o caso
- O grupo foi encontrado desmaiado dentro do carro e em frente a rodoviária de Balneário Camboriú pela namorada de uma das vítimas, que chegou a ficar dentro do carro por alguns momentos;
- Eles foram até o local após a festa de ano novo para pegar a mulher e seguir viagem para a região de Florianópolis, onde moravam;
- Os quatro jovens ficaram cerca de quatro horas dentro do carro ligado com o ar-condicionado funcionando, segundo o delegado Bruno Effori, que iniciou as investigações;
- Durante a madrugada, relataram que comeram um cachorro-quente na praia e relacionaram a náusea, a tontura, e a tremedeira ao alimento;
- O grupo ficou no local buscando uma melhora para poder seguir viagem. Quando o Samu foi acionado, no início da manhã, elas estavam em parada cardiorrespiratória;
- A mulher que chegou de viagem não apresentou nenhum sintoma.

























































