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| 05:40 | Segurança 2 min de leitura

Acusado de abusar de três crianças dentro de centro religioso em Vera Cruz é condenado a 44 anos

Promotoria diz que o homem de 63 anos se aproveitava da confiança das vítimas enquanto as mães participavam das cerimônias. Defesa do réu questiona sentença

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Um homem de 63 anos foi condenado a 44 anos e meio por estupro de vulnerável (pelo abuso de três crianças), por corrupção ativa de testemunha e coação no curso do processo, em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. Segundo o Ministério Público, Luís Carlos Soares foi denunciado à Justiça em março de 2023 e chegou a permanecer um tempo foragido. A defesa recorreu, mas ele segue preso.

A pena teve um acréscimo por considerar que o réu tinha autoridade sobre as crianças. Segundo a promotora Maria Fernanda Cassol Moreira, que atuou na acusação, as mães das vítimas as levavam a um centro religioso administrado pela esposa do acusado e seria nesse local que elas seriam abusadas. A investigação apurou três denúncias de abuso sexual contra três meninas que frequentavam o centro. 

— Ele aproveitava momentos em que estava a sós com as crianças, durante os rituaisAs mães confiavam nele, por ser uma figura de liderança naquele lugar — aponta a promotora.

Conforme a delegada que investigou o caso, Lisandra de Castro de Carvalho, profissionais de psicologia e assistência social que atenderam as crianças atestaram a veracidade do relato delas.

— Quando foi pedida a prisão, ele fugiu. Tivemos de fazer uma série de diligências e o prendemos na cidade de Encantado — relata.

Contraponto 

 O advogado de Luiz Carlos Soares, José Augusto Paranhos Luz, afirma que seu cliente nega as acusações.

Para o advogado, a sentença de 44 anos foi muito elevada. Na opinião dele, o crime, mesmo se comprovado, seria de importunação sexual, não estupro de vulnerável — que tem a pena maior.  A defesa também nega que o homem fosse um líder religioso e questiona o adicional na pena.

Paranhos Luz argumenta que também não teria ocorrido crime de corrupção ativa de testemunha. Segundo ele, a denúncia, neste caso, é de que o acusado teria dado dinheiro para a mãe de uma das vítimas, que seria apenas informante, mas não teria testemunhado os crimes.   

Por fim, o advogado cobra uma explicação detalhada de como a veracidade do relato das vítimas teria sido atestada. Segundo ele, a defesa não recebeu nenhum documento explicando como se constatou que as crianças estavam falando a verdade. 

Produção: Camila Mendes

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