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| 06:25 | Segurança 2 min de leitura

Polícia de Santa Catarina prende 13 membros de grupo gaúcho que aplicava o golpe dos nudes

Esquema chegou a movimentar R$ 2,8 milhões entre julho de 2022 a março de 2023, o que poderia indicar que outras vítimas também foram chantageadas

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Esquema chegou a movimentar R$ 2,8 milhões entre julho de 2022 a março de 2023, o que poderia indicar que outras vítimas também foram chantageadas
Mais de 60 policiais participaram da operação em oito cidades gaúchas. - Polícia Civil de Santa Catarina / Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina, deflagrou na manhã desta quarta-feira, a operação Damas do Golpe. A ação executada pelo Estado vizinho com o apoio da Polícia Civil do RS, teve como alvo uma organização criminosa gaúcha, que se dedicava a aplicar o golpe dos nudes. Policiais prenderam 13 suspeitos.

A Divisão de Investigação Criminal de Caçador, com apoio de diversas unidades da Polícia Civil do estado de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, cumpriu 17 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, em oito cidades gaúchas: Porto Alegre, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Nova Santa Rita, Sapiranga, Tramandaí, Salto do Jacuí e São Francisco de Assis.

O golpe aplicado pelo grupo se configura como crime de extorsão. Segundo o delegado Rodrigo Raitez, da Polícia Civil de SC, a organização criminosa fez ao menos cinco vítimas apenas na região do meio-oeste catarinense, lucrando em torno de R$ 60 mil.

A investigação teve início no início de 2023, quando vítimas procuraram a polícia para informar que estavam sendo extorquidas por um falso perfil que se passava por delegado regional de Caçador. Foi descoberto que os criminosos contatavam as vítimas pelas redes sociais e os persuadiam a trocar mensagens íntimas. Em um segundo momento os golpistas revelariam que a pessoa com a qual a vítima se comunicava seria menor de idade e exigiam dinheiro sob a condição de não prestar queixa e de não divulgar as suas fotos intimas. Para dar força a ameaça, o grupo usava um perfil falso do delegado local.

Com o aprofundamento da investigação, foi possível comprovar o envolvimento de diversas pessoas, como também evidenciar a alta lucratividade da atividade ilícita. Segundo o Delegado Raitz, entre os meses de julho de 2022 a março de 2023, parte das contas bancárias que receberam valores dos golpes acima citados movimentaram cerca de R$ 2,8 milhões, o que poderia indicar que outras vítimas também foram chantageadas neste período.

Fonte: GZH

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