10/02/2024 | 12:59 | Política
No encontro cujas imagens foram obtidas pela PF em investigação sobre suposto plano golpista, então chefe do Executivo se mostrava convicto de que havia fraude nas eleições
Em julho de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro disse a ministros de seu governo que as eleições que aconteceriam três meses depois seriam fraudadas para dar a vitória ao seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro afirmou que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, não eram dignos de confiança e que ele só chegou ao cargo por um erro do sistema que o impediria de reeleger-se.
— Essa cadeira aqui é uma cagada, estar comigo é uma cagada. E vou explicar a cagada. Não vai ter outra cagada dessa no Brasil, cagada do bem, pra deixar bem claro. Como é que eu ganho uma eleição? Um fodido como eu — afirmou, em fala registrada em vídeo que veio a público nesta sexta-feira (9).
As imagens estavam armazenadas em um computador apreendido pela Polícia Federal na casa do tenente-coronel Mauro César Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência na gestão de Bolsonaro. A reunião é considerada prova na investigação sobre um suposto plano para um golpe de Estado que impediria a eleição de Lula. Citado na decisão que autorizou a Operação Tempus Veritatis, na quinta-feira (8), o vídeo foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal nesta sexta.
Como Bolsonaro projetava na reunião, Lula foi eleito. Mas as fraudes que ele dizia serem flagrantes nunca foram comprovadas.
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