Logomarca Paulo Marques Notícias


| 16:22 | Política 2 min de leitura

Bolsonaro fica em silêncio durante depoimento à PF

Defesa do ex-presidente argumenta que não teve acesso a todos os elementos da investigação que apura tentativa de golpe de Estado e que, por isso, ele não se manifestou

Compartilhar:
Defesa do ex-presidente argumenta que não teve acesso a todos os elementos da investigação que apura tentativa de golpe de Estado e que, por isso, ele não se manifestou
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Reprodução internet

O ex-presidente Jair Bolsonaro ficou cerca de meia hora na sede da Polícia Federal, em Brasília, nesta quinta-feira (22), mas permaneceu em silêncio durante depoimento no âmbito da investigação sobre suposta tentativa de golpe de Estado. 

— Esse silêncio não é simplesmente o uso do exercício constitucional silêncio, mas uma estratégia baseada no fato de que a defesa não teve acesso a todos os elementos por quais estão sendo imputados ao presidente a prática de certos delitos — afirmou o advogado Fabio Wajngarten, depois que Bolsonaro deixou o local.  

A convocação de Bolsonaro para depor faz parte da operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal há duas semanas, segundo a qual o ex-presidente e aliados — incluindo ex-ministros, ex-assessores e militares de alta patente — se organizaram para tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— A falta de acesso a esses documentos, especialmente às declarações do tenente-coronel Mauro Cid, e às mídias eletrônicas obtidas dos telefones celulares de terceiros e computadores impedem que a defesa tenha um mínimo de conhecimento de por quais elementos o presidente é hoje convocado ao depoimento — acrescentou Wajngarten.

Além de Bolsonaro, outros alvos da Tempus Veritatis também foram intimados a prestar depoimento à PF. São eles: o coronel e ex-ajudante de ordens Marcelo Costa Câmara, o ex-assessor Tércio Arnaud Tomaz e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Por estratégia da PF, todos investigados tinham de depor ao mesmo tempo. Assim, a polícia tenta evitar que haja combinação de versões.

Por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ex-presidente teve o seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o país.

Em decisão de 135 páginas, Moraes afirma que os alvos da operação estariam planejando a execução de um golpe de Estado em uma organização formada por, pelo menos, seis diferentes tipos de atuação. Segundo a Polícia Federal, as tarefas das frentes tinham três objetivos: desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado democrático de direito.

— O presidente Bolsonaro nunca foi simpático a qualquer tipo de movimento golpista — afimou Wajngarten a jornalistas na saída da sede da PF, nesta quinta-feira. 

Fonte: GZH

Mais notícias sobre POLÍTICA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade