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| 13:56 | Política 2 min de leitura

Defesa de Bolsonaro quer acesso a depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas à Polícia Federal

As falas de Freire Gomes, do Exército, e de Carlos Baptista Júnior, da Aeronáutica, seguem sob sigilo

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As falas de Freire Gomes, do Exército, e de Carlos Baptista Júnior, da Aeronáutica, seguem sob sigilo
Ex-presidente é investigado em inquérito que apura suposta trama golpista nas eleições de 2022. Bruno Alencastro / Agencia RBS

defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos depoimentos dados à Polícia Federal (PF) pelos ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior.

Ambos foram ouvidos no âmbito do inquérito que apura uma trama golpista que teria se desenvolvido no núcleo do governo federal, durante a segunda metade de 2022, cujo objetivo seria impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito naquele ano.

Os advogados do ex-presidente pediram que os autos do processo sejam atualizados com os “termos de declarações relativos às últimas oitivas realizadas”. Além dos ex-comandantes, prestaram depoimento dezenas de investigados, incluindo militares que foram ministros no governo Bolsonaro.

O próprio Bolsonaro compareceu à PF para depor, mas exerceu o direito de ficar calado. A mesma atitude tiveram outros investigados, como o ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

Os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica prestaram depoimento entre o fim de fevereiro e o início de março e foram ouvidos na condição de testemunhas. Até o momento, a PF não os implicou na trama golpista.

O depoimento de Freire Gomes durou cerca de oito horas e é tido como um dos mais cruciais para desvendar o planejamento de um golpe de Estado.

As falas do ex-comandante do Exército seguem sob sigilo. Segundo as informações disponíveis, Freire Gomes se defendeu afirmando ter resistido à trama golpista e implicando Bolsonaro no planejamento de uma minuta de decreto sobre o golpe.

Fonte: GZH

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