Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:24 | Segurança 3 min de leitura

Delegado diz que não há dúvidas de que sobrinha sabia da morte do tio ao levá-lo ao banco

Presa preventivamente, Érika Souza é investigada por vilipêndio de cadáver, tentativa de furto mediante fraude e homicídio culposo

Compartilhar:
Presa preventivamente, Érika Souza é investigada por vilipêndio de cadáver, tentativa de furto mediante fraude e homicídio culposo
Érika Souza levou o cadáver do tio, Paulo Roberto Braga, para pegar um empréstimo de R$ 17 mil em banco do Rio de Janeiro. Redes sociais / Reprodução

O delegado responsável por investigar o caso da sobrinha que levou cadáver do tio para pegar um empréstimo de R$ 17 mil em banco do Rio de Janeiro diz ter certeza de que Érika Souza sabia que Paulo Roberto Braga já estava morto quando eles chegaram à agência. A afirmação consta na conclusão do relatório enviado por Fabio Luiz Souza ao Ministério Público nesta terça-feira (30), de acordo com informações do g1. 

O fato veio a público no dia 16 de abril, a partir de um vídeo que mostra a mulher tentando liberar um empréstimo com o idoso já morto, em uma cadeira de rodas.

"Não há dúvidas que Érika sabia da morte de Paulo, mas, como era a última chance de retirar o dinheiro do empréstimo, entrou com o cadáver no banco, simulou por vários minutos que ele estava vivo, chegando a fingir dar água, pegou a caneta e segurou com sua mão junto a mão do cadáver de Paulo, contudo, como os funcionários do banco não dispersaram a atenção, não pôde fazer a assinatura", escreveu ele. 

Érika agora também é investigada pelo crime de homicídio culposo (quando não há a intenção da matar) porque, conforme a investigação, ela levou o tio ao shopping onde fica o banco em "situação gritante de perigo de vida". Ao não levá-lo de volta à UPA, onde ele havia ficado internado, a sobrinha também teria cometido grave "omissão de socorro". Ela já havia sido presa preventivamente em Bangu e era investigada por vilipêndio de cadáver e tentativa de furto mediante fraude.

"Considerando que, no dia 16/4/2024, certamente percebendo que Paulo estava em situação gritante de perigo de vida, o que pode ser vislumbrado pelas declarações de todas as testemunhas que tiveram contato com a vítima, ao invés de ir novamente ao hospital ela se dirigiu ao shopping, configurando uma gritante omissão de socorro, determino; proceda-se a novo registro de ocorrência para apurar o delito de homicídio culposo", afirmou o delegado em seu despacho, obtido pela TV Globo.

O g1 tentou contato com a defesa de Érika, mas não obteve retorno. Em declarações anteriores, foi alegado que ela não sabia da morte do tio e teria problemas de saúde mental.

Novas provas

Fabio Luiz Souza ainda cita novas provas para incluir o crime de homicídio nas investigações. Dois depoimentos revelaram que, anteriormente, Érika tentou conseguir o dinheiro do tio por meio de uma conta própria, chegando a ir até a agência sem ele para sacar o valor, mesmo sabendo que precisaria de Paulo para assinar. 

O delegado reforça que fica "claro" que Paulo "já era cadáver quando Érika o levou à agência e, principalmente, que ela sabia de tal fato, pois ele está com a cabeça caída e sem qualquer movimento, porém, logo antes de entrar ela o segura pelo pescoço para que fique com a cabeça erguida, simulando uma pessoa viva", diz na conclusão do relatório do inquérito. 

Quando Paulo morreu?

Não se sabe exatamente em que momento Paulo morreu porque o laudo é inconclusivo. Para o delegado, "se de fato Paulo chegou com vida ao shopping, sua morte foi logo após, pois em imagens do próprio estabelecimento é possível ver sua cabeça caída para trás com a boca aberta, assim como no trajeto até o banco, tudo presenciado por testemunhas que estavam no local e tiveram contato visual com Paulo sempre imóvel, com a cabeça caída, imagem idêntica a vista dentro do banco".

Fonte: GZH

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade