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05/03/2015 | 15:33 | Política

Segunda sessão da CPI da Petrobras tem bate-boca generalizado

Presidente da Comissão foi chamado de "moleque"

Presidente da Comissão foi chamado de
Presidente da comissão, Hugo Motta, discutiu com parlamentares durante votação das subrelatorias (Foto: ED FERREIRA / Agência Estado)
A segunda sessão da nova CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados, que aconteceu na manhã desta quinta-feira, teve bate-boca generalizado depois que o presidente da Comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), decidiu criar quatro sub-relatorias e indicar os comandantes de cada uma.
Motta e o deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) chegaram a trocar ofensas. Ao anunciar a decisão de manter a criação das subrelatorias, Rodrigues chamou o presidente de "coronel" e, com o dedo em riste, chegou a chamar Motta de "moleque" algumas vezes. Também exaltado, o presidente da CPI rebateu:
– Não serei fantoche para me submeter. Não tenho medo de grito.
Motta começou a reunião – destinada a eleição dos vice-presidentes da comissão, votação de requerimentos e apresentação do roteiro de trabalho pelo relator – anunciando a medida e uma chapa com os nomes de candidatos às três vice-presidências.
Partidos da oposição e da base aliada reclamaram por não terem sido consultados sobre a decisão. Eles já haviam reclamado sobre a condução da eleição de vice-presidentes e acusaram o presidente de não ter escutado todos os partidos integrantes da comissão.
– Todos os partidos deveriam ter sido consultados. Eu entendo que este processo não pode ser feito a partir de acordos de coxia. Não podemos aceitar isso, não é regimental, não foi feito o acordo (com todos os partidos) e não conheço a posição do relator – ponderou o deputado Ivan Valente (Psol-SP).
Valente teve o apoio dos deputados oposicionistas Júlio Delgado (PSB-MG), Rubens Bueno (PPS-PR), Afonso Florence (PT- BA), Maria do Rosário (PT-RS) e do deputado José Rocha (PR-BA).
– Eu gostaria de ouvir o relator sobre o debate e a oportunidade ou não de se criar subrelatorias. Pela tradição quem indica a criação de subrelatorias e o coordenador (de cada uma delas) é o próprio relator – argumentou Maria do Rosário.
A deputada reclamou que o presidente não havia divulgado quais seriam as sub-relatorias e pediu que Motta deixasse que o relator apresentasse primeiro o plano de trabalho e, posteriormente, apresentasse sua decisão.
– Informo que se não há previsão no Regimento (Interno) de criação de sub-relatorias por parte do presidente (da comissão), também não há nada que diga o contrário – rebateu Motta.
O vice-líder do PT, Afonso Florence, chegou a pedir ao presidente da CPI que seja feito um acordo entre os partidos, com base na proporcionalidade partidária, para a ocupação das quatro sub-relatorias. Na avaliação dele, primeiro deveria haver a apresentação do plano de trabalho pelo relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ).
– O relator deve apresentar primeiro o seu plano de trabalho e ele deve ser consultado e que os partidos compartilhem do esforço pela definição dos nomes que serão apresentados como subrelatores – contra-argumentou.
Mesmo com a ponderação dos outros partidos, Motta disse que vai manter sua decisão e que indicaria por conta própria os sub-relatores. O anúncio causou tumulto e bate-boca entre o presidente e os parlamentares, que se levantaram para cobrar coerência da decisão, chegando a paralisar os trabalhos da CPI.
– Não vou abrir mão das minhas prerrogativas como presidente – retrucou Motta.
Antes do bate-boca, a CPI elegeu o deputados Antonio Imbassahy (PSDB-BA) como primeiro vice-presidente; o deputado Félix Mendonça (PDT-BA) como segundo vice-presidente; e o deputado Kaio Maniçoba (PHS-PE) como 3° vice- presidente.
Fonte: Zero Hora
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