Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:57 | Segurança 3 min de leitura

Ronnie Lessa diz que matou Marielle com promessa de chefiar milícia e porque havia ''muito dinheiro envolvido''

Crime ocorrido em 2018 também vitimou o motorista Anderson Gomes. Dentre as promessas ao matador de aluguel estava a chefia da milícia do Rio de Janeiro, além de cerca de 20 milhões de dólares. Os mandantes foram os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão

Compartilhar:
Crime ocorrido em 2018 também vitimou o motorista Anderson Gomes. Dentre as promessas ao matador de aluguel estava a chefia da milícia do Rio de Janeiro, além de cerca de 20 milhões de dólares. Os mandantes foram os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão
Ronnie Lessa está preso desde março de 2019, sob a acusação de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. REGINALDO PIMENTA / AGÊ

O ex-policial militar Ronnie Lessa, preso desde março de 2019, disse que aceitou matar a vereadora Marielle Franco (PSol) e o motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018, com a promessa de muito dinheiro e da chefia da milícia do Rio de Janeiro. O depoimento do matador de aluguel foi revelado pelo Fantástico neste domingo (26), que teve acesso exclusivo à delação. 

Às autoridades, Ronnie contou como foi feito o convite para participar do crime, garantindo que estava sendo "chamado para uma sociedade", sobre as reuniões com os mandantes do crime e onde elas aconteciam. 

Mandantes e promessa de 20 milhões de dólares
O assassinato teve como mandantes os irmãos Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro e seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil - RJ). Ronnie Lessa confessou que, como pagamento, ele e um dos seus comparsas receberiam dos irmãos Brazão o Macalé (apelido do ex-PM Edimilson de Oliveira), que é um loteamento clandestino que fica na Zona Oeste do Rio. A área é avaliada em em milhões de reais.

– Era muito dinheiro envolvido. Na época, daria mais de 20 milhões de dólares. A gente não está falando de pouco dinheiro [...] ninguém recebe uma proposta de receber dez milhões de dólares simplesmente para matar uma pessoa –, contou. 

Ainda de acordo com o depoimento do ex-PM, o loteamento ainda serviria para angariar votos para a milícia local.

– A questão valiosa ali é a manutenção da milícia, porque a manutenção da milícia vai trazer votos. Ali, eu não fui contratado como um matador de aluguel, eu fui chamado para uma sociedade.

No relatório das investigações, a Polícia Federal afirmou que não foi possível encontrar evidências concretas de planejamento para ocupar a área. Ronnie não disse quando o empreendimento fora da lei aconteceria, mas que ele seria um dos donos com poder que poderia se refletir, inclusive, até em eleições. 

– Teria a exploração de muita coisa que a milícia explora. E a questão valiosa é o depois, a manutenção da milícia que teria que ser forte, explica Ronnie.

Segundo a delação, eles se reuniram três vezes. Na conversa, Marielle era citada pelos Brazão como um entrave para o esquema. 

–Ela (Marielle) havia convocado reuniões justamente para falar sobre esse assunto, para que não houvesse adesão a novos loteamentos da milícia. E nos encontros que tínhamos, o Domingos falava mais e o Chiquinho concordava. E os encontros sempre aconteciam à noite em uma avenida escura, propício para um 'encontro secreto', que a situação pedia – disse Ronnie.

Também tiveram participação
Além de Ronnie Lessa e dos irmãos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, também está preso por suspeita de envolvimento com o crime.

O ex-policial militar Élcio Queiroz; o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel; e Edilson Barbosa dos Santos, dono de um ferro-velho no Morro da Pedreira, também estão presos.

Ainda de acorod com Lessa, Rivaldo recebia pagamentos desde 2017 para “auxiliar” no crime.

Fonte: GZH

Crime ocorrido em 2018 também vitimou o motorista Anderson Gomes. Dentre as promessas ao matador de aluguel estava a chefia da milícia do Rio de Janeiro, além de cerca de 20 milhões de dólares. Os mandantes foram os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão
Socióloga e mestre em Administração Pública, Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro Divulgação / Divulgação
Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade