| 20:51 | Política 2 min de leitura
Deputado Jerônimo Goergen pede afastamento do diretório estadual do PP
Parlamentar diz que preferiu se licenciar para se defender das suspeitas de envolvimento nos desvios da Petrobras
Um dos seis gaúchos com pedido de
abertura de inquérito aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) pediu afastamento do diretório estadual do PP. O
parlamentar preferiu se licenciar para se defender e prestar os esclarecimentos sobre a suspeita de envolvimento no esquema de desvios da Petrobras.
— Não
estou preocupado com prazos para minha volta ao diretório. Vou me defender das acusações e não quero prejudicar meu partido. Tenho orgulho do partido e dos meus
companheiros. Se existe algo que desejo neste momento, é preservar minha honra — disse em entrevista a ZH.
Goergen é alvo de inquérito ao
lado dos também deputados federais do PP Afonso Hamm, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze e Renato Molling, além do ex-deputado Vilson Covatti. Os seis
teriam recebido mesada que variava entre R$ 30 mil e R$ 150 mil, oriundos de contratos da Petrobras, conforme depoimentos do doleiro Alberto Youssef.
Na
manhã deste sábado, o progressista utilizou sua conta no Twitter para se defender.
"Enfrentarei tudo de cabeça erguida e c coragem. Juro
só isto quero na vida de agora em diante", disse.
O deputado e os outros cinco colegas investigados darão esclarecimentos para a executiva
estadual do PP na próxima segunda-feira. Presidente da sigla, Celso Bernardi convocou reunião extraordinária para tratar do assunto. Ele acredita que o afastamento de
Goergen do diretório possa ser repetido pelos outros parlamentares presentes na lista da Operação Lava-Jato.
— É um bom caminho (os
afastamentos). Não podemos condenar ninguém de forma prévia, mas o partido quer ouvir os deputados. A imagem política do PP já está arranhada
— diz Bernardi.
Fonte: Zero Hora


























































