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| 05:28 | Geral 2 min de leitura

Gasolina vai a R$ 6 com reajuste da Petrobras, mas fica longe do pico atingido no RS

Também foi anunciado aumento do gás de cozinha, que está custando R$ 105,24

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Também foi anunciado aumento do gás de cozinha, que está custando R$ 105,24
Reprodução internet

Com o aumento anunciado pela Petrobras, o preço da gasolina provavelmente passará dos R$ 6 na média do Rio Grande do Sul. Isso porque a estatal projeta uma alta de R$ 0,15 na sua parcela do valor da bomba nos postos e, atualmente, o litro está custando R$ 5,89 para o consumidor no Estado, segundo a pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). 

Este patamar de R$ 6 não era atingido desde julho de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro forçou uma redução de impostos em campanha eleitoral. O preço mais alto, porém, foi em novembro de 2021, quando a média gaúcha da gasolina bateu R$ 7,10. 

Na refinaria, o reajuste da Petrobras a partir desta terça-feira (9) será de R$ 0,20. A estatal não mudava preços desde outubro do ano passado, quando houve redução, mas enfrentava pressão de alta do dólar e do petróleo. Certamente, esperou acalmar um pouco o mercado financeiro após as falas do presidente Lula para mexer nos valores, evitando fazê-lo durante forte volatilidade. 

A defasagem da Petrobras em relação ao mercado internacional cai para cerca de 11%, uma diferença tolerável pelo histórico da política de preços. É o primeiro reajuste desde que mudou a gestão, com Magda Chambriard assumindo a presidência. Veio de 7% na gasolina e de 9,8% no gás. São percentuais altos até, ficando o dobro e o triplo da inflação atual, respectivamente.

Para o diesel, sem alterações por enquanto. O combustível dos caminhões estava com defasagem menor do que a da gasolina.

Impacto na inflação
Pela presença no orçamento do brasileiro, a gasolina tem forte peso no cálculo da inflação oficial para o consumidor. Economista da Quantitas Asset, João Fernandes projeta que o impacto direto dos reajustes de agora da Petrobras eleva a previsão do IPCA de 2024 de 4,1% para 4,3%. O cálculo considera a alta do combustível, o aumento proporcional que sempre ocorre no etanol na sequência da gasolina e a elevação de R$ 3,10 do GLP (gás liquefeito de petróleo, ou gás de cozinha). No Rio Grande do Sul, o botijão de 13 quilos custa em média R$ 105,24.  

O relatório Focus, do Banco Central, trouxe uma projeção mediana de mercado de 4,02% para o IPCA deste ano. A meta do governo federal é de 3%. 

Fonte: GZH

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