Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:50 | Segurança 3 min de leitura

Detentos gaúchos fabricam mais de 2 mil itens destinados a atingidos pela enchente

Berços, camas, armários, casinhas para cães e rodos foram produzidos em oficinas de marcenaria de 18 unidades prisionais do RS. Peças foram doadas para abrigos municipais e para iniciativas do governo do Estado

Compartilhar:

Mais de 2 mil itens de madeira destinados a atingidos pela enchente foram produzidos por detentos de 18 unidades prisionais do Estado. Já são 216 móveis, como berços, camas e armários, além de 287 casinhas para cães e cerca de 1,5 mil rodos.

As peças foram doadas para abrigos municipais e para iniciativas do governo do Estado voltadas à população afetada. A fabricação desses itens foi realizada nas penitenciárias Canoas 1, Ijuí, Caxias do Sul, Venâncio Aires, Sapucaia do Sul, Modulada de Osório e Modulada de Uruguaiana; e nos presídios de Júlio de Castilhos, Sarandi, Encantado, Iraí, Canela, Cachoeira do Sul, Santiago, Três Passos e Frederico Westphalen.

– Os centros (de acolhimento aos atingidos) têm toda a estrutura necessária para quem precisa de abrigo neste momento. Entre os espaços, temos o berçário e fraldário, que conta com berços produzidos com mão de obra prisional e que representam um espaço de segurança para as mães e seus filhos – destaca o vice-governador Gabriel Souza, coordenador do projeto dos Centros Humanitários de Acolhimento.

Cerca de 900 internos de 52 presídios, atuaram na limpeza das cidades e na fabricação de itens. Também foram produzidas 7 mil fraldas descartáveis, 2 mil barras de sabão e mais de 400 artigos de roupas de cama.

Para Luiz Henrique Viana, titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a colaboração favorece todos os envolvidos.

– O trabalho desenvolvido nas casas prisionais tem contribuído para a superação do momento difícil que ainda estamos passando. Também ajuda no processo de reinserção social das pessoas privadas de liberdade e, consequentemente, para a redução dos índices de reincidência criminal – ressalta.

Oficina de marcenaria 

A produção nos presídios continua. No de Canela, seis apenados fabricam mais berços e armários, usando materiais doados por madeireiras da região.

A oficina de marcenaria é uma das atividades em que apenados exercem funções como produção, manutenção e limpeza. A escolha da ocupação é feita pela afinidade do apenado, mas também são analisados o perfil e comportamento para a aprovação.

– Me sinto feliz de poder contribuir com quem perdeu tudo. Isso poderia ter acontecido com qualquer um, com alguém da nossa família, por isso é importante ajudar – afirma um dos detentos envolvidos na atividade, que já tinha experiência com marcenaria antes de ser preso. 

Quando sair da prisão, o homem pretende montar uma pequena marcenaria junto de um dos colegas também envolvido com a confecção dos berços.

A cada três dias trabalhados, os apenados têm remição de um dia de pena.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade