O procurador
da República Douglas Fisher, integrante da força tarefa que apura irregularidades na Petrobras na Operação Lava-Jato, afirmou nesta segunda-feira que a lista de
políticos investigados no esquema poderá ganhar novos nomes. A afirmação foi feita em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade. De acordo com o
procurador, a investigação tende a se estender por pelo menos dois outros partidos e, sendo assim, poderá apontar envolvimento de outros parlamentares. As
informações são da Rádio Gaúcha.
– Nós temos ainda apenas uma divulgação de nomes mais detalhados, de
supostos envolvidos de um partido, mas nós temos averiguações pelo menos em relação a outros dois partidos, que podem desenvolver e podem aparecer outros
nomes, sim.
O partido ao qual se refere o procurador, nesta primeira fase da investigação é o PP (Partido Progressista). A avaliação
parte do princípio de que a lista de investigados teve como base citações do ex-diretor de abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e do operador financeiro Alberto
Youssef, que operavam para o PP no esquema. Os outros dois partidos seriam o PT e o PMDB, cuja participação ainda está sendo investigada.
Interferência política
O procurador Douglas Fischer rechaçou a retaliação de parlamentares, como o presidente da
Câmara, deputado Eduardo Cunha, de que a lista foi criada com base em critérios políticos.
– A chance de interferência
política nesse caso é zero. Não houve nenhuma interferência. O Procurador Geral da República já tinha os nomes, antes mesmo da eleição
(para a presidência das Casas) no Congresso Nacional, e não divulgou absolutamente nenhum nome – justificou.