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| 08:56 | Segurança 2 min de leitura

Mulher morre após aplicação de silicone industrial em procedimento caseiro, diz polícia

Caso aconteceu em Capão da Canoa. Investigada por realizar o processo já é suspeita de outros dois óbitos

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Caso aconteceu em Capão da Canoa. Investigada por realizar o processo já é suspeita de outros dois óbitos
Caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Polícia Civil / Divulgação

Uma mulher transexual morreu na manhã de domingo (23) em Capão da Canoa, no Litoral Norte, após procedimento estético caseiro de aplicação de silicone industrial nas nádegas, segundo a Polícia Civil. 

O procedimento foi realizado por outra mulher, que fugiu do local após perceber que a vítima estava passando mal.

Segundo a investigação policial, a vítima buscou a suspeita em Porto Alegre e a levou até Capão da Canoa para realizar o procedimento. Uma amiga da vítima acompanhou todo o processo.

De acordo com a polícia, a suspeita já é investigada por outras duas mortes relacionadas ao mesmo tipo de procedimento. 

A polícia investiga o caso como homicídio doloso — quando há intenção ou aceitação do risco de matar — e exercício ilegal da medicina.

Como aconteceu

No sábado (22), as três mulheres — vítima, suspeita e a amiga — teriam ido a um terreiro em Santo Antônio da Patrulha, onde participaram de um ritual espiritual

De acordo com o relato da amiga, um pai de santo teria afirmado que tudo correria bem.

No domingo de manhã, o procedimento foi realizado no apartamento da vítima. 

Segundo o relato, em determinado momento a suspeita teria percebido que a vítima não estava bem e teria pedido para que a amiga buscasse água. Depois, solicitou leite com sal.

A situação se agravou e, antes que o socorro chegasse, a suspeita teria recolhido seu material e ido embora.

A amiga pediu ajuda a vizinhos e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima já estava sem vida quando os socorristas chegaram.

Instituto-Geral de Perícias (IGP) esteve no local e o corpo foi encaminhado ao Departamento Médico-Legal (DML) para necropsia.

Fonte: GZH

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