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| 15:18 | Geral 5 min de leitura

Amor, compreensão e tratamento adequado são fundamentais para o bem-estar e o desenvolvimento de pessoas autistas

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Assessoria de Imprensa

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data voltada para a sensibilização da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Neste ano, o tema da campanha nacional é ‘Informação gera empatia, empatia gera respeito’, e reforça a importância de conhecer sobre o autismo para promover a inclusão e o respeito às pessoas autistas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que altera a forma como as pessoas se desenvolvem e é reconhecido como espectro devido à ampla variação de características e necessidades entre os indivíduos.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que é referência mundial de critérios para diagnósticos, pessoas dentro do espectro autista podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento (movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais).

Famílias com pessoas autistas enfrentam desafios, que com apoio mútuo e ajuda especializada nos tratamentos são fundamentais para serem superados. Assim ocorre com a família do Kauê Losekann Willers, de cinco anos. Ele, que foi diagnosticado com autismo aos dois anos e dois meses de idade, recebe atendimentos de saúde semanais no Centro Especializado em Reabilitação Auditiva e Intelectual (CER II), mantido pela Apae de Três de Maio.

Filho de Micheli Siepmann Losekann e Hemerson Willers, e irmão de Lucas, de 14 anos, Kauê estuda na Escola Municipal de Educação Infantil São Mateus – extensão São Francisco desde os dois anos.

Com o diagnóstico, o início do tratamento

Os pais de Kauê contam que o filho foi diagnosticado com autismo após ser encaminhado pela pediatra à Apae. Após os testes, veio o diagnóstico. “Eu notava que ele era ‘diferente’. Não falava, apresentava seletividade alimentar e andava na ponta dos pés”, diz Micheli. Ela afirma que o filho também não ficava com os avós, chorava muito quando iam ao mercado e não interagia com outras pessoas.

“Recebemos o diagnóstico de maneira tranquila. Não foi uma surpresa. Já desconfiávamos porque os sintomas e comportamentos que ele apresentava nos levava a entender que se tratava de autismo.”

Desde então ele recebe atendimentos de saúde semanais na instituição com terapeuta ocupacional e com psicóloga, essenciais para melhorar significativamente a sua qualidade de vida e ajudá-lo a desenvolver habilidades e a lidar com os desafios do dia a dia.

‘Kauê vem apresentando uma melhora muito significativa’

Os atendimentos de saúde realizados pelos profissionais da Apae de Três de Maio oferecem uma gama de serviços e suporte para promover o desenvolvimento e a inclusão social das pessoas autistas, visando atender às necessidades específicas de cada indivíduo e de suas famílias.

“O Kauê vem apresentando uma melhora muito significativa desde o início, graças aos atendimentos que recebe na Apae. Ele começou a falar com pouco mais de dois anos, e agora brinca, interage com outras pessoas, gosta de ir à escola, está sempre disposto a aprender coisas novas e olha no olho das pessoas. Isso foi uma construção, juntamente com a escola, ao longo destes quase três anos. O que prova que amor, compreensão e tratamento adequado são fundamentais para o bem-estar e o desenvolvimento de pessoas autistas”, dizem Micheli e Hemerson.

Eles relatam que no próximo ano o filho ingressará na 1ª série. “O Kauê sabe soletrar e escrever as letras do alfabeto, escreve o nome dele e conta números, e recebe reforço semanal na escola. Estamos muitos felizes com o progresso dele.”

Atitudes da família são importantes para o desenvolvimento da criança

Micheli e Hemerson revelam que sempre trataram os filhos de maneira igual, sem fazer distinção com o Kauê em virtude do diagnóstico de autismo. “As regras, os limites, enfim, a maneira que criamos os nossos filhos é a mesma. Não é porque ele tem autismo que o tratamos diferente. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é uma doença.”

Ela diz que senta com o filho para realizarem atividades e brincarem, e sabe da importância disso. “O Kauê gosta de jogar no celular, então temos horários definidos e delimitados para isso. Ele também brinca muito de dinossauros e ao ar livre, em contato com a terra. Quando ele nos chama, ao nos pedir ajuda, sempre o incentivamos e dizemos que ele consegue, e ao final o parabenizamos.”

Pais ressaltam que ainda falta disseminação de informações sobre o espectro

Os pais do Kauê contam que, felizmente, não vivenciam situações de preconceito com o filho, mas consideram que ainda falta disseminação de informações sobre o espectro na sociedade.

“Algumas pessoas nos dizem que ele não ‘tem nada’, já que as alterações não são físicas. Isso demonstra que ainda há muito desconhecimento sobre o que é o autismo. E também dizem que o autismo é uma doença e que os autistas não podem conviver com outras pessoas, e sabemos que isso está muito errado”, pontuam.

 

‘Ter uma instituição como a Apae de Três de Maio faz uma grande diferença para os atendidos e suas famílias’

Eles acrescentam que a Apae é uma instituição muito importante. “Depois que nosso filho passou a utilizar os serviços oferecidos na Apae, conhecemos e compreendemos que ela é uma instituição necessária. Aqui temos atendimentos gratuitos, prestados por profissionais excelentes, e não teríamos condições de pagá-los de maneira particular. Por isso, é importante que a comunidade conheça a instituição, compreenda sua importância e também colabore com as ações que angariam recursos para a manutenção dos serviços. Ter uma instituição como a Apae de Três de Maio faz uma grande diferença para os atendidos e suas famílias”, finalizam.

Atualmente, a Apae de Três de Maio atende 81 alunos/pacientes com autismo nas áreas da saúde e assistência social.

Fonte: Jaqueline Peripolli / Assessoria de Comunicação Apae Três de Maio

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