Facebook Instagram X WhatsApp


| 13:50 | Geral 3 min de leitura

Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, é denunciado pela PGR em caso sobre desvio de emendas

De acordo com a investigação da Polícia Federal, ele é suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa durante seu mandato como deputado federal

Compartilhar:
De acordo com a investigação da Polícia Federal, ele é suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa durante seu mandato como deputado federal
Juscelino Filho é acusado de desviar verbas do orçamento secreto. Isac Nóbrega / Ministério das Comunicações

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi denunciado nesta terça-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em uma investigação sobre suposto desvio de emendas. O documento foi entregue ao ministro Flávio Dino, relator do caso.

Ao portal g1, a defesa do ministro disse que não foi notificada sobre a denúncia, que o caso não tem qualquer relação com o Ministério das Comunicações e que Juscelino é "totalmente inocente" (Veja na íntegra abaixo).

Relembre o caso
Em junho do ano passado Juscelino Filho foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em uma investigação sobre desvio de verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Em janeiro de 2023, uma reportagem do jornal Estadão revelou que Juscelino Filho direcionou R$ 5 milhões do orçamento secreto para a prefeitura de Vitorino Freire (MA), que na época era governada por sua irmã, Luanna Rezende. O valor seria para asfaltar estrada de terra que passa em frente da sua fazenda, no município maranhense. 

De acordo com a Polícia Federal, a Codevasf operacionalizou a distribuição de verbas do orçamento secreto. Ao menos quatro empresas de amigos, ex-assessoras e uma cunhada do ministro ganharam mais de R$ 36 milhões em contratos com a prefeitura de Vitorino Freire.

Próximos passos
Agora o ministro Flávio Dino deve abrir um prazo para que os advogados de Juscelino Filho apresentem argumentos.

Após isso, a denúncia deverá ser levada a julgamento na Primeira Turma do STF ou no plenário geral para que os ministros decidam se tornarão ou não Juscelino réu.

Case aconteça, começa a fase de coleta de depoimentos e provas. E, em seguida, os ministros do STF julgam se Filho é culpado ou inocente.

O que diz a defesa de Juscelino

A defesa de Juscelino Filho esclarece que até o momento não foi notificada sobre a denúncia do Ministério Público. Tal andamento sequer consta na consulta processual. Aliás, em se confirmando, temos um indício perigoso de estarmos voltando à época punitivista do Brasil, quando o MP conversava primeiro com a imprensa antes de falar nos autos.

De toda forma, o ministro reafirma sua total inocência e destaca que o oferecimento de uma denúncia não implica em culpa, nem pode servir de instrumento para o MP pautar o país. O julgamento cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), em quem Juscelino Filho confia que rejeitará a peça acusatória diante da sua manifesta ausência de provas.

Aliás, essa é a melhor oportunidade para se colocar um fim definitivo a essa maratona de factoides que vem se arrastando por quase 3 anos, com a palavra final da instância máxima do Poder Judiciário nacional.

Além disso, o ministro ressalta que o caso não possui qualquer relação com sua atuação à frente do Ministério das Comunicações, cuja gestão - assim como em todos os cargos públicos que atuou - é pautada pela transparência, eficiência e compromisso com o interesse público.

Como deputado federal, no mandato anterior, Juscelino Filho limitou-se a indicar emendas parlamentares para custear a realização de obras em benefício da população. Os processos de licitação, execução e fiscalização dessas obras são de competência exclusiva do Poder Executivo, não sendo responsabilidade do parlamentar que indicou os recursos.

O ministro reitera sua confiança na Justiça e na imparcialidade do Supremo Tribunal Federal, acreditando que a verdade prevalecerá e que sua inocência será devidamente comprovada.

Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti, advogados de Juscelino Filho

Fonte: GZH

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade