A adolescente de 12 anos que estava desaparecida desde domingo (6), foi encontrada na sexta-feira (11). Ela estava na casa de um homem de 18 anos com quem ela conversava pela internet.
Conforme apurou o jornal O Globo, a menina, que é de Santos, no Litoral Paulista, estava em São Bernardo, na região do ABC, e teria retornado sozinha para casa após ligar para a mãe.
Em entrevista ao jornal, o delegado responsável pelo caso, Thiago Nemi Bonametti, afirmou que o rapaz havia sido identificado já na quinta-feira (10).
— Ontem identificamos o rapaz que ela conversava e a cidade em que estavam. Fizemos um apelo no jornal para ela aparecer antes de irmos lá. E ela hoje ligou para a mãe e veio (para casa) de Uber — disse o delegado ao Globo.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a menor foi levada à delegacia, junto com a responsável, onde prestou depoimento. O Conselho Tutelar também foi acionado.
Áudio enviado pela menina
A mãe contou que na quinta-feira (10), recebeu um áudio de WhatsApp enviado pela menina. Na mensagem, a menina diz que está bem, que está na casa de uma amiga e que pretende voltar no dia 23:
"Mãe, eu tô bem, tá? Não precisa se preocupar. Dia 23 eu tô em casa. Tá tudo bem, eu tô numa casa de uma amiga, não precisa se preocupar", diz ela no áudio.
Como foi o desaparecimento
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela TV Tribuna mostraram a adolescente caminhando com roupas pretas, mochila e uma sacola, mexendo no celular e olhando para trás antes de seguir seu caminho.
A mãe disse que a filha não apresentava comportamento estranho e que descobriu a conversa com o homem no sábado (5), um dia antes do desaparecimento.
Segundo a mãe, a menina nunca havia mencionado o rapaz e usava o celular para jogos online e conversas com supostas amigas.
— Jamais ia imaginar que ela fosse fazer isso porque ela é um amor de pessoa, ela me obedece e não demonstrou isso de jeito nenhum — completou.
Contatos com o homem suspeito
A mãe da menina disse ainda que, ao descobrir a conversa, orientou a filha a ter cuidado com os contatos virtuais, mas sem discutir. No dia seguinte, Yara desapareceu.
Depois do sumiço, a família conseguiu o número do homem com quem ela conversava e tentou contato. No entanto, ele bloqueou as mensagens da mãe.
A tia dela ainda chegou a conversar com ele, fingindo ser uma amiga da adolescente, mas ele negou qualquer envolvimento e afirmou não saber onde ela estava. As conversas foram entregues para a Polícia Civil e registradas no boletim de ocorrência.

























































