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| 09:29 | Segurança 2 min de leitura

Presidente da Conafer é preso por falso testemunho na CPI do INSS

Carlos Roberto Lopes é apontado como articulador de fraudes em aposentadorias

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Carlos Roberto Lopes é apontado como articulador de fraudes em aposentadorias
Detenção de Carlos Roberto Ferreira Lopes aconteceu após depoimento de quase nove horas. Carlos Moura / Agência Senado/Divulgação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS determinou a prisão do presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, no início da madrugada desta terça-feira (30). A detenção ocorreu após depoimento de quase nove horas na segunda-feira (29) em Brasília. Ele pagou fiança e foi liberado horas depois.

Esta foi a segunda prisão autorizada pela comissão. Na semana passada, Rubens Oliveira, ex-diretor financeiro de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado "Careca do INSS", também havia sido preso.

O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que Lopes omitiu informações, entrou em contradição diversas vezes e mentiu deliberadamente, o que configuraria falso testemunho. O relator Alfredo Gaspar (União-AL) classificou o dirigente como um dos operadores do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

Segundo Gaspar, mais de R$ 800 milhões passaram pela Conafer, sendo R$ 140 milhões destinados diretamente a Cícero Marcelino, apontado como assessor e principal auxiliar de Lopes. De acordo com o site da Receita Federal, a empresa não está no nome de Marcelino, mas o seu endereço é o mesmo de outra empresa dele, em Presidente Prudente (SP).

Além disso, Marcelino e Lopes são sócios em uma empresa offshore, localizada em Delaware, nos Estados Unidos, que, segundo Lopes, tinha como objeto desenvolver uma fintech.

Documentos do INSS indicam que, entre abril e agosto de 2020, durante o auge da pandemia, a Conafer registrou quase 96 mil novos associados de forma considerada irregular. O órgão pediu a rescisão do acordo de cooperação técnica com a entidade após questionamentos sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Fonte: GZH

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