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| 05:00 | Política 2 min de leitura

Ex-presidente do INSS se recusa a responder perguntas e gera tumulto em CPI

Stefanutto era o presidente do INSS quando a PF deflagrou a Operação Sem Desconto, em abril, para investigar um suposto esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias

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Stefanutto era o presidente do INSS quando a PF deflagrou a Operação Sem Desconto, em abril, para investigar um suposto esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias
Oitiva aconteceu nesta segunda-feira. Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto não respondeu às perguntas do relator durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, nesta segunda-feira (13). Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, concedeu habeas corpus ao ex-presidente para poder permanecer em silêncio durante a CPI.

Stefanutto era o presidente do INSS quando a PF deflagrou a Operação Sem Desconto, em abril, para investigar um suposto esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias. Na primeira pergunta do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre como ingressou no serviço público, ele já não respondeu a questão. 

A sessão foi suspensa e Stefanutto foi convencido a responder as perguntas do relator e a ficar calado somente quando as perguntas pudessem incriminá-lo. A decisão do ex-presidente de ficar calado gerou tumulto durante a sessão. As informações são do jornal O Globo. 

— Estou aqui como testemunha, eu decido a minha resposta. Isso é uma audácia e, ao mesmo tempo, uma agressão aos meus direitos constitucionais — disse Stefanutto ao relator.

Alfredo insistiu em refazer as perguntas.

— O senhor me respeita — disse o deputado. 

Stefanutto era o presidente do INSS quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, em abril, para investigar um suposto esquema fraudulento de descontos associativos não autorizados em aposentadorias. Ele foi exonerado também em abril.

Ele foi nomeado para o cargo no dia 11 de julho de 2023 pelo então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Antes de assumir a presidência do INSS, Stefanutto esteve à frente da Procuradoria-Federal Especializada junto ao INSS durante seis anos, de 2011 a 2017.

Ele já foi alvo de pedido de prisão da própria CPI do INSS, em setembro.

Fonte: GZH

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