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| 08:04 | Segurança 2 min de leitura

Jancler Froner é condenado a 32 anos de prisão por duplo homicídio em Horizontina

Julgamento realizado na Câmara de Vereadores concluiu que o réu teve participação nas mortes de Elias Almeida Antunes e Rodrigo dos Santos Corrêa, ocorridas em abril de 2019.

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Julgamento realizado na Câmara de Vereadores concluiu que o réu teve participação nas mortes de Elias Almeida Antunes e Rodrigo dos Santos Corrêa, ocorridas em abril de 2019.
Jornal Folha Cidade

Na quarta-feira, 29 de outubro, a Câmara de Vereadores de Horizontina foi palco de um julgamento crucial. Jancler Froner, réu acusado pelas mortes de Elias Almeida Antunes e Rodrigo dos Santos Corrêa, ocorridas em abril de 2019, enfrentou o Tribunal do Júri.

A sessão foi presidida pelo Juiz Danilo José Schneider Júnior. A defesa do réu ficou a cargo do advogado Dr. Rodrigo Hendges, enquanto a acusação foi conduzida pelo Promotor Gabriel Colvara. O julgamento atraiu grande atenção na comunidade local, ansiosa por um desfecho neste caso que chocou a cidade.

O réu negou seu envolvimento e disse que no dia do crime estava em Horizontina oriundo de Novo Hamburgo à procura de trabalho. Após a apresentação das provas e os debates entre defesa e acusação, o Tribunal do Júri, composto por dois homens e cinco mulheres, considerou Jancler Froner culpado. Ele foi condenado a 16 anos de reclusão por cada morte, totalizando 32 anos, por homicídio qualificado, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesas das vítimas.

A motivação do crime, segundo apurado, está ligada a desajustes internos na comercialização de drogas ilícitas, especialmente com a vítima Rodrigo dos Santos Corrêa. Elias teria trazido o amigo com seu carro até o local para onde, segundo o Ministério Público, foi atraído por Jancler e possivelmente morto por testemunhar o crime.

É importante ressaltar que Jancler Froner está preso preventivamente desde 24 de abril de 2019, aguardando o julgamento, e esse período deverá ser descontado da pena imposta. Com a condenação, permanecerá preso para cumprir a pena imposta. A defesa ainda pode recorrer da decisão, buscando uma revisão do caso em instâncias superiores.

A promotoria considerou a condenação uma resposta importante para a família das vítimas e o enfrentamento ao impacto negativo sobre a segurança pública provocado pelas disputas do tráfico nas pequenas cidades do interior.

Fonte: Jornal Folha Cidade

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