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| 10:42 | Geral 2 min de leitura

Seminário do MPRS debate radicalização, ódio e novas formas de extremismo violento

Seminário do MPRS debate caminhos da radicalização e do extremismo violento, com destaque para palestra do especialista canadense Marc-André Argentino

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Seminário do MPRS debate caminhos da radicalização e do extremismo violento, com destaque para palestra do especialista canadense Marc-André Argentino
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), promoveu nesta segunda-feira, 10 de novembro, em Porto Alegre, o seminário Radicalização e Ódio: Os Caminhos da Violência Extrema. O evento debateu as formas de violência extrema e como elas se desenvolvem, especialmente a partir do ambiente virtual, dos discursos de ódio e dos processos de radicalização.

O destaque da programação foi a palestra do pesquisador canadense Marc-André Argentino, referência internacional no estudo de extremismo violento e integrante do Canada Centre for Community Engagement and Prevention of Violence – Public Safety Canada. Argentino é reconhecido por suas pesquisas sobre movimentos conspiratórios e extremistas digitais, como o QAnon, que combinam crenças apocalípticas, teorias da conspiração e discursos messiânicos, criando comunidades altamente engajadas e suscetíveis à radicalização.

Durante a palestra, o pesquisador apresentou o conceito de Extremismo Violento Niilista, uma forma emergente de radicalização marcada pela ausência de ideologia estruturada e pela exaltação da violência e da destruição, sem nenhum objetivo político ou ideológico, apenas pelo prazer de causar caos e sofrimento.

Segundo Argentino, esse tipo de extremismo se desenvolve principalmente em grupos online fechados, como fóruns e canais com acesso restrito, onde jovens vulneráveis são atraídos por estéticas visuais, memes e narrativas fragmentadas. Esses espaços estimulam a radicalização, a desumanização e o sadismo, explorando fragilidades psicológicas como o isolamento e o histórico de traumas.

O pesquisador também alertou para a gamificação da violência, fenômeno em que ataques são tratados como “jogadas” dentro de uma narrativa. Para enfrentar o problema, ele defendeu abordagens interdisciplinares que envolvam tecnologia, psicologia, educação e segurança pública, além do monitoramento de conteúdos e tendências que circulam na internet.

Outro momento importante do seminário foi a mesa “Da intolerância ao ódio: o antissemitismo como gatilho de radicalização”, conduzida por Leonardo Moser Vissoky, gerente de segurança da Federação Israelita do Rio Grande do Sul.

O evento reuniu membros e servidores do MPRS, além de pesquisadores no auditório do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF).

Fonte: MPRS

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