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| 20:33 | Política 4 min de leitura

Trump reduz tarifas sobre café, carne bovina e frutas

Ordem executiva foi assinada na tarde desta sexta-feira. Medida levou em consideração a capacidade dos EUA na produção de certos produtos

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Ordem executiva foi assinada na tarde desta sexta-feira. Medida levou em consideração a capacidade dos EUA na produção de certos produtos
Trump determinou que certos produtos serão isentos de tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) uma ordem executiva para reduzir as tarifas sobre importações agrícolas, como carne bovinabananacaféaçaí tomate. A decisão ocorre em meio à pressão para que o governo reduza o custo de vida dos norte-americanos. Ainda não se sabe o percentual de redução das importações.

A ordem executiva estipula que certos produtos agrícolas serão isentos das tarifas "recíprocas" impostas neste ano. 

A medida não é focada no Brasil, mas cita "negociações com diversos parceiros comerciais". O país é o maior fornecedor de café para os Estados Unidos e um dos principais de carne — produtos que enfrentam alta nos preços, o que pressionou o governo de Trump.

Em agosto, Trump impôs ao Brasil tarifas de 50%, entre as mais altas do mundo, sobre boa parte dos produtos brasileiros usando como justificativa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista. 

A medida atingiu produtos como o café, cujo preço aumentou 21% em 12 meses em agosto nos Estados Unidos.

Entre os produtos incluídos na ação estão

  • Açaí
  • Banana
  • Café
  • Carne bovina
  • Castanha-do-Brasil / Castanha-do-Pará
  • Frutas tropicais (banana, manga, mamão, abacaxi)
  • Suco de laranja 
  • Tomates

No documento, o republicano afirma que outras mudanças não estão descartadas

As medidas se aplicam retroativamente a partir das 2h01min (horário de Brasília) desta quinta-feira (13). De acordo com Trump, haverá reembolso para a taxação no período, mas o documento não específica como acontecerá.

Negociações entre Brasil  Estados Unidos

O governo brasileiro estava intensificando a articulação com os norte-americanos em busca de flexibilização do tarifaço. Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump para tratar do tema. Na ocasião, os dois citaram "boa química". 

Na quinta-feira (13), o chanceler Mauro Vieira voltou a se reunir com seu homólogo norte-americano, Marco Rubio. Vieira afirmou que Brasil e Estados Unidos estavam avançando em um acordo provisório para desbloquear as relações bilaterais. O encontro aconteceu às margens da cúpula do G7, no Canadá.

Em um breve comunicado, o Departamento de Estado americano indicou que Rubio e Vieira "discutiram sobre um quadro mútuo para a relação comercial" bilateral.

Tarifas recíprocas

Trump emitiu em 2 de abril um decreto que modificou substancialmente a política comercial americana, ao impor tarifas aduaneiras mínimas de 10%, pois - em sua opinião - o déficit comercial constituía "uma ameaça incomum e extraordinária para a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos", lembrou a Casa Branca em um comunicado.

A essa tarifa mínima foram adicionadas sobretaxas específicas a países e produtos.

O Tesouro americano começou a fazer arrecadações substanciais, mas ao mesmo tempo, a inflação tem ganhado impulso no país.

Após uma primeira revisão em 5 de setembro, Trump agora considera que "a demanda interna atual de certos produtos e a capacidade interna para produzir certos produtos" obriga voltar a reduzir as tarifas.

Pesquisas mostram que o custo de vida é mencionado pelos americanos como uma de suas principais preocupações.

Associação de carnes comemora a medida

A medida foi comemorada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Em nota, a entidade afirma que a decisão dos EUA "reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil".

Leia a nota na íntegra

"A decisão norte-americana fortalece essa relação e abre espaço para uma retomada mais equilibrada e estável das vendas. A indústria brasileira seguirá trabalhando em cooperação com autoridades brasileiras e americanas para ampliar oportunidades e consolidar o Brasil como parceiro confiável e competitivo no cenário internacional.

A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial. A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio".

Fonte: GZH

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