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| 05:25 | Segurança 5 min de leitura

Assassino do empresário Panambiense Hilário Hatje, confessa a autoria e relata detalhes do crime

O empresário foi morto no dia 23 de dezembro de 2013

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O empresário foi morto no dia 23 de dezembro de 2013
Foto: Portal agoraja.net
Foi ouvido nesta sexta-feira, 24,  o quarto integrante da quadrilha que assaltou e matou o empresário Hilário Hatje no dia 23 de dezembro de 2013 em crime que abalou a comunidade panambienses.
Paulo César da Costa dos Santos Júnior, o “Nego Cássio”, preso pelo DEIC/SC na noite da última quarta-feira(22) no Balneário da Penha em Santa Catarina confessou o crime, assumiu a responsabilidade pelo disparo fatal contra Hilário e contou detalhes que antecederam ao crime com muita frieza e naturalidade.
ORQUESTRAÇÃO DO CRIME: - “Nego Cássio”, contou que toda a ação criminosa foi orquestrada por Maicon Quevedo Pereira,(o motorista) foi ele que convenceu Galú e foi procurar mais um para “fazer a mão” que no linguajar do crime quer dizer cometer o crime. Maicon que tinha vindo morar em Panambi havia dois meses teria “levantado” que na cidade um “velho”(Hilário) circulava entre duas agências lotéricas carregando dinheiro que presumiu ser em quantia entre R$10 a R$12mil reais e que não andava armado.
O CONTATO: - Maicon foi até o campo do Guarani, no Bairro Salgado Filho em Santa Maria e disse que precisava mais um cara para “fazer a mão”. Nego Cássio achou boa a proposta, estaria precisando de dinheiro e topou participar vindo para Panambi.
PISTA DE SKATE: - Nego Cássio disse que quando chegaram na cidade, ele e Galú, deram uma banda indo até a Pista de Skate lá demonstraram um pouco de suas habilidades com Skate e “picharam”, disse que ele e o Galú escreveram na pista, deixando suas marcas.
ARROMBAMENTO DA TABAPIRÃ: - À noite surgiu a ideia de arrombar a agência lotérica Tabapirã, no centro da cidade e Nego Cássio e Maicon subiram no telhado com a facilidade de encontrar uma escada e uma construção ao lado, mas devido ao alarma ter soado, desistiram e Maicon foi para a casa e Galú foi com ele. Nego Cássio permaneceu na “banda”.
BANDA NOTURNA: - Nego Cássio não diz textualmente, mas como estava armado de revólver, decidiu ficar na rua durante a noite e se pintasse uma oportunidade poderia até assaltar alguém, mas isto não ocorreu. Passou a noite acordado, provavelmente se drogando.
ASSALTO E O TIRO FATAL: - Na manhã do crime, já com todos os passos da vítima(Hilário) monitorado eles aguardaram o momento para “dar o bote”. Galú ficou próximo ao estacionamento ao lado de uma oficina na Rua Holanda. Nego Cássio ficou próximo a agência lotérica do centro, viu quando a vítima passou com seu veículo e seguiu pela Rua Alfredo Brenner, atravessou à rua e entrou na Rua Holanda.
A vítima(Hilário) deixou seu veículo no estacionamento ao lado de uma oficina e deslocava-se à pé quando foi surpreendido por Nego Cássio que com uma mão apanhou o malote tendo na outra o revólver. Disse Nego Cássio que Hilário teria reagido e por isto efetuou o disparo com a arma praticamente encostada no corpo da vítima Galú foi deixado por Maicon, próximo ao local onde Hilário costumava estacionar seu veículo e veio atrás dele. Quando viu que Nego Cássio havia iniciado a ação criminosa, inclusive desferindo um tiro, Galú correu e também deu um tiro, tendo imediatamente saído correndo os dois de acordo com os vídeos já mostrado, seguindo pela Rua Holanda até a Rua Barão do Rio Branco, onde Maicon os aguardava para dar-lhes fuga.
O DINHEIRO: - Nego Cássio, disse que repartiram o dinheiro dentro do próprio carro no momento em que fugiam da cidade, eram R$15mil reais e cada um ficou com R$5mil reais. Disse que sua parte acabou gastando tudo porque, sua então companheira morreu no dia 1º de janeiro e depois caiu de moto, quebrou o braço direito e ainda teve que consertar a moto e o resto foi utilizado para comprar presentes para os filhos – ele tem dois, ambos nascidos quando ainda era menor de idade, um com cada mulher.
NOVA COMPANHEIRA E A FUGA PARA SANTA CATARINA: - Com a morte de sua companheira “Nego Cássio” disse que “fez um contato” com uma ex-namorada e convidou ela para reatar, ela aceitou passando a viver com ela. Decidiram ir passar uns tempos em Santa Catarina até “baixar a poeira” do crime praticado em Panambi, depois veria o que iria fazer, mas foi descoberto e preso e agora vai ter que responder pelos seus crimes.
FASE POLICIAL ENCERRADA: - O Delegado Carlos de Anhaia Beuter, titular da Delegacia de Polícia de Panambi, informou que com o depoimento de Paulo Cesar da Costa dos Santos Júnior, o inquérito policial estará sendo enviado à justiça na próxima segunda-feira, dia 27 de janeiro com o indiciamento de quatro pessoas pelo cometimento de três tipos penais: latrocínio, roubo (na forma tentada) e formação de quadrilha.
INDICIADOS: - Quatro elementos estão enquadrados: Maicon Quevedo Pereira, nascido em 03 de janeiro de 1983, em Júlio de Castilhos; Eliane Sartori Rodrigues, nascida em 23 de julho de 1974, em Nova Palma; Douglas Teixeira de Oliveira – Galú, nascido em 15 de fevereiro de 1992 e Paulo Cesar da Costa dos Santos Júnior – Nego Cássio, nascido em 11 de outubro de 1994 em Santa Maria

Fonte: Portal agoraja.net

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