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| 06:28 | Geral 4 min de leitura

Venezuela acusa EUA de lançarem ataque contra o país e declara emergência

Em nota, o governo venezuelano diz que a ação americana seria para assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país

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Em nota, o governo venezuelano diz  que a ação americana seria para assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país
De acordo com o governo venezuelano, o objetivo da ação americana seria assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país. Luis JAIMES /

O governo da Venezuela afirmou na madrugada deste sábado (4) que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos.

Diante da situação, o país entrou em estado de emergência. Segundo um comunicado oficial, ataques ocorreram em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

Ainda de acordo com o governo venezuelano, o objetivo da ação americana seria assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país. A nota diz que os Estados Unidos “não terão sucesso” em tomar esses recursos.

Uma autoridade venezuelana afirmou que o governo convocou todas as forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.

Mais cedo, um repórter da emissora americana CBS afirmou na rede social X que o presidente Donald Trump ordenou ataques contra alvos dentro da Venezuela, incluindo instalações militares.

Leia o comunicado na íntegra

"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Esse ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.

O objetivo desse ataque não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação. Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu Governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o próprio destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.

Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria”. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e de nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.

O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular, militar e policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as correspondentes denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos.

O presidente Nicolás Maduro determinou todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrito apego ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.

Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.

Da mesma forma, ordenou o imediato deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.

Em estrito apego ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante desta agressão imperial.

Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: “diante de qualquer circunstância, de novas dificuldades, do tamanho que forem, a resposta de todos e de todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.

Fonte: GZH

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