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| 10:43 | Segurança 2 min de leitura

''Derrubaram a porta e começaram a atirar'', diz esposa de homem morto em casa durante ação da BM

Produtor rural Marcos Noremberg, de 48 anos, foi baleado na madrugada desta quinta-feira, no interior de Pelotas

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Produtor rural Marcos Noremberg, de 48 anos, foi baleado na madrugada desta quinta-feira, no interior de Pelotas
Segundo Raquel, o casal dormia e foi acordado pela movimentação ao redor da casa. Frederico Feijó / Grupo RBS

Esposa do produtor rural Marcos Noremberg, de 48 anos, morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (15), durante uma ação da Brigada Militar (BM), Raquel Noremberg afirma que só percebeu se tratar de uma operação policial após o marido já ter sido atingido.

Segundo Raquel, o casal foi acordado pelo barulho dos cachorros e por movimentação ao redor da casa.

— De repente, tinha vários homens na janela mandando abrir a porta. A gente achou que era bandido — relata.

Diante da situação, o produtor pegou uma arma que tinha em casa. A esposa afirma que tudo aconteceu em questão de segundos.

— Meu marido pegou a arma. Aquilo foi muito rápido — diz.

Raquel conta que, logo depois, a porta foi arrombada e os disparos começaram.

— Derrubaram a porta e começaram a atirar. Eu me deitei no chão. Meu marido ainda falou “eles me atingiram” e caiu, assim, deitado — descreve.

Somente após os tiros, segundo ela, veio a constatação de que se tratava de policiais.

— Foi uma surpresa quando eu vi que era uma ação policial, porque não era o que parecia — afirma.

Conforme a delegada Anita Caruccio, procurada por GZH, equipes da Brigada Militar atuavam na região em busca de uma quadrilha suspeita de envolvimento em sequestros e teriam cercado a residência por volta das 3h.

Raquel relata ainda que, após o marido ser baleado, foi submetida a um interrogatório no local.

— Eles me colocaram de joelhos. Debocharam de mim, me humilharam. Ficavam perguntando meu nome, dizendo que aquele não era o meu nome, e o nome do meu marido, dizendo também que não era o nome dele — conta.

Abalada, ela diz ainda não conseguir assimilar o ocorrido e expressa revolta com a atuação policial.

— As pessoas que eram para defender a gente, que eram para estar protegendo a gente, foram as pessoas que mataram o meu marido.

Procurada por GZH, a Brigada Militar ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

Fonte: GZH

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