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| 06:36 | Segurança 4 min de leitura

Mulher é morta a facadas na zona sul de Porto Alegre

Caso é tratado como feminicídio. Ex-companheiro da vítima é suspeito e foi preso em flagrante

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Caso é tratado como feminicídio. Ex-companheiro da vítima é suspeito e foi preso em flagrante
Crime acontece na Avenida Juca Batista. Matheus Silva Goulart / Agência RBS

Uma mulher de 39 anos foi morta a facadas por volta das 16h45min desta segunda-feira (19) na Avenida Juca Batista, no bairro Chapéu do Sol, na zona sul de Porto Alegre. A vítima foi identificada como Paula Gabriela Torres Pereira

A Brigada Militar trata o caso como um feminicídio. Testemunhas relataram que a mulher foi ataca por um homem, que desferiu golpes de faca e fugiu do local em um veículo Volkswagen Gol, de cor branca.

O suspeito foi localizado momentos depois em uma residência no bairro Ponta Grossa, também na zona sul da Capital, onde foi preso em flagrante. No local, a equipe também encontrou o veículo utilizado na fuga, assim como a faca supostamente empregada no crime, com vestígios de sangue.

Zero Hora apurou que o homem é Demerson Barbosa, 50 anos. Ele seria ex-companheiro da vítima.  

O caso será investigado pela Polícia Civil.

A reportagem busca contato com a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestações.

Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – Ligue 190

Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.

Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher:

  • Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências);
  • A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Veja a que fica mais próxima.

Delegacia Online

É possível registrar o crime pela Delegacia Online da Mulher, sem ter que ir até a delegacia, e também solicitar medida protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Ministério Público

O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior.

Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse o site.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.

Como solicitar a medida protetiva online

  • A vítima deve acessar o site da Delegacia de Polícia Online da Mulher, registrar a ocorrência pela internet e preencher um formulário de avaliação de risco;
  • A mulher pode solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha – como afastamento do agressor da residência, proibição de aproximação, restrição de porte de arma, entre outras;
  • Um filtro de urgência será aplicado ao caso, que será direcionado aos plantões policiais do Estado;
  • A ocorrência e o pedido de medidas protetivas são encaminhados em até 48 horas ao Poder Judiciário, que deve decidir em até outras 48 horas;
  • A vítima receberá confirmação do protocolo, explicação do fluxo e orientação para procurar um local seguro enquanto aguarda a decisão;
  • No caso de concessão da medida, um oficial de Justiça intima o agressor;
  • A Polícia Civil e a Brigada Militar são informadas e passam a fazer monitoramento a distância, aguardando informações do Poder Judiciário ou da própria vítima e familiares em relação ao descumprimento da medida. Também há o monitoramento eletrônico com tornozeleiras – hoje há cerca de 300 agressores monitorados no RS;
  • Se o agressor desobedecer a medida (por exemplo, se aproximar da vítima), pode vir a ser preso em flagrante.

Fonte: GZH

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