26/03/2026 | 14:04 | Polícia
Ex-deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por ataques ao sistema do Conselho Nacional de Justiça
A Justiça da Itália aceitou o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli feito pelo Brasil. Ela está presa no país desde julho de 2025.
A defesa afirmou que recorrerá da decisão. Para a TV Globo, os advogados informaram que vão protocolar recurso à Corte de Apelações, que analisa o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro da Justiça italiana deve conceder aval à decisão. Não há prazo para uma resposta definitiva.
“A Embaixada do Brasil em Roma foi informada pelos advogados sobre decisão da Corte de Apelação em favor da concessão da extradição. Ainda cabe recurso no âmbito judicial, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo italiano”, diz o Itamaraty, em nota.
O processo julga um pedido do STF para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira.
Se retornar, a ex-deputada deve ficar detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia.
Julgamento
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por ataques ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a decisão, a ex-deputada teria orientado um hacker a invadir o sistema do CNJ para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes. Ela foi julgada por invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Na tentativa de escapar da pena, foi para a Itália em maio do ano passado — ela tem cidadania italiana. Ela estava na lista vermelha da Interpol e foi presa em 29 de junho de 2025.
Após a prisão, a ex-deputada foi julgada no país europeu. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que havia risco de fuga.
Nos últimos meses, o processo de extradição de Zambelli enfrentou atrasos por diversos motivos. Na primeira delas, no fim de novembro do ano passado, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, seus advogados apresentaram novos documentos à Corte.