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| 19:40 | Política 3 min de leitura

Alexandre de Moraes nega livre acesso a filhos de Jair Bolsonaro durante prisão domiciliar

Na justificativa, o ministro afirmou que a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente é excepcional e foi autorizada exclusivamente por razões de saúde

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Na justificativa, o ministro afirmou que a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente é excepcional e foi autorizada exclusivamente por razões de saúde
Alexandre de Moraes é o relator do processo envolvendo Bolsonaro sobre a trama golpista. ROSINEI COUTINHO / STF / Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou neste sábado (28) um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ampliar as regras de visitação e permitir "livre acesso" para os filhos que não moram com o ex-presidente.

Com isso, ele manteve a decisão proferida nesta semana, no âmbito da Execução Penal 169 (EP 169/DF), de que os filhos não residentes podem visitar o pai, mas com horários e dias fixos: às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.

A defesa havia alegado que a disciplina fixada estabeleceria "tratamento diferenciado" entre os filhos não residentes e outros familiares com acesso à casa, e pedido a revisão para que todos os filhos pudessem entrar sem restrições, preservadas as medidas de controle e segurança.

Na justificativa, o ministro afirmou que a prisão domiciliar concedida a Bolsonaro é excepcional e foi autorizada exclusivamente por razões de saúde, de forma temporária, para recuperação de broncopneumonia, substituindo o recolhimento em estabelecimento prisional.

"Tal concessão não implicou alteração do regime de cumprimento de pena, que permanece sendo o fechado, conforme fixado no título executivo judicial transitado em julgado. A substituição do local de cumprimento da pena não se confunde com a progressão para um regime mais brando", argumentou Moraes.

O despacho ainda reforça que qualquer descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária pode levar à revogação do benefício e ao retorno imediato ao regime fechado.

A lista de filhos não residentes inclui o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Eduardo, porém, está nos Estados Unidos, e Flávio consta na lista de advogados de Bolsonaro, o que lhe confere maior acesso ao pai.

Moraes fixou que Bolsonaro poderá receber visitas diárias de um advogado por vez, com duração máxima de 30 minutos, no período entre 8h20min e 18h, e com agendamento com o Complexo Penitenciário do 19º Batalhão da Polícia Militar.

Bolsonaro recebeu nesta semana autorização para cumprir, por 90 dias, prisão domiciliar humanitária temporária, com o objetivo de se recuperar de uma broncopneumonia.

Bolsonaro ficou internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde 13 de março.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Ele estava detido em regime fechado desde novembro do ano passado, quando foi preso de forma preventiva após tentar romper a tornozeleira eletrônica que usava com um ferro de solda enquanto estava em prisão domiciliar.

Fonte: GZH

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