Facebook Instagram X WhatsApp
Publicidade


| 15:33 | Segurança 4 min de leitura

Família descobre saques feitos 2 dias antes da morte da mãe de Bernardo

Retirada de valor de R$ 55 mil foi feito 2 dias antes da morte de Odilaine

Compartilhar:
Retirada de valor de R$ 55 mil foi feito 2 dias antes da morte de Odilaine
Extrato mostra quatro saques em conta (Foto: Reprodução)
A família de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, acredita ter descoberto um novo elemento que poderá reabrir o inquérito sobre a morte da mulher, até então considerada como suicídio pela polícia. Quatro saques que totalizaram o valor de R$ 55 mil foram feitos na conta da Clínica Boldrini, da qual Odilaine era sócia, dois dias antes da polícia encontrá-la morta na cidade de Três Passos, Região Noroeste do Rio Grande do Sul.
Odilaine foi encontrada morta em 2010, dentro da clínica do então marido, o médico Leandro Boldrini, em Três Passos, no Noroeste gaúcho. À época, a investigação da polícia concluiu que ela cometeu suicídio com um revólver, mas a defesa da mãe dela, Jussara Uglione, quer reabrir o caso.
A família acredita que Odilaine foi assassinada por Leandro Boldrini. O pai de Bernardo está preso há quase um ano e é réu pela morte do menino, achado sem vida no dia 14 de abril de 2014 em Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde a família residia. Também são acusados pela morte do menino de 11 anos a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz. Os quatro respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entre outros crimes.
O valor foi retirado em 8 de fevereiro de 2010, em três saques de R$ 15 mil e um de R$ 10 mil. O advogado de Jussara Uglione, avó de Bernardo, acredita que o dinheiro possa ter sido usado no crime. Marlon Taborda afirma que vai encaminhar o extrato da conta às autoridades locais.
"A conta vinha com saldo bem alto. Os saques são um fato novo, jamais analisado. E podemos ver que, no caso do Bernardo, houve a participação da Edelvânia [amiga da madastra de Bernardo] no crime, mediante um pagamento. É uma conduta praticada", declarou. "Se foi usado para uma participação ou para acobertar o crime, eu não sei. Uma investigação é que poderá dizer".
No mês passado, o advogado entrou com pedido de reabertura do inquérito sobre a morte de Odilaine. A solicitação foi enviada ao município de Três Passos, onde tramita o processo. Até agora, de acordo com Taborda, ela não foi analisada. Outros dois pedidos semelhantes haviam sido feitos anteriormente. Um acabou negado em 2014 e outro, também realizado neste ano, não chegou a ser apreciado.
"O que nós queremos é que haja uma investigação isenta, que poderá chegar à conclusão de qual a destinação desse valor, e de quem fez esses saques. Isso não é complicado de descobrir", completou.
Perito diz que letras são diferentes
Uma perícia particular contratada pela família lançou suspeitas sobre o caso. Segundo peritos, a suposta carta suicida da enfermeira teria sido forjada, escrita por outra pessoa, como mostrou a reportagem do Fantástico.
Ricardo Caires dos Santos, perito judicial em São Paulo há oito anos, fez um "exame grafotécnico" da suposta carta de suicídio achada com Odilaine e comparou com a letra e com a assinatura que são comprovadamente da mãe de Bernardo.
A conclusão, segundo o perito: a carta foi forjada, não foi escrita pela mulher. “Não foi a dona Odilaine que escreveu. São dois punhos totalmente diferentes. Pessoas diferentes que assinaram”, afirma Ricardo.
O perito mostrou a diferença entre as letras. Por exemplo: na carta, há as palavras “sexta-feira” e “exclusivamente”. Depois, ele comparou com o “x” escrito por Odilaine em um uma receita de doce e concluiu que o desenho das letras em cada carta é diferente. “É um ‘x’ desenhado”, explica.
O perito contratado pela mãe de Odilaine citou outros exemplos. “A estrutura do ‘t’, totalmente diverso do que é apresentado na carta. As letras ‘h’ são de punhos diferentes. Mais esses elementos para concluir o resultado final”, acrescenta Ricardo.
A assinatura que aparece na carta de suicídio também é diferente de assinaturas autênticas de Odilaine registradas em um contrato de locação, no diploma de auxiliar de enfermagem dela e em outro contrato de prestação de serviços.
O perito fala da diferença entre as letras “o”, que teria sido desenhada de forma diferente nas duas cartas. Segundo ele, mesmo que a mãe de Bernardo estivesse em uma situação máxima de estresse, a assinatura dela não mudaria desse jeito. “Olha o espaçamento que tem da letra ‘i’ para a letra ‘n’. O formato da letra ‘e’, explica Ricardo.
O perito concluiu também que a pessoa que teria elaborado a carta de suicídio tentou imitar a forma de escrever de Odilaine. “A pessoa que escreveu a carta tinha conhecimento de documentos dela. É uma pessoa que já conhecia a escrita dela, uma pessoa muito próxima a ela”, afirmou.

Fonte: G1

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade