O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu, nesta segunda-feira (26), uma declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, de que fiscais de seu partido teriam sido retirados da sala-cofre da Justiça Eleitoral durante a apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
Em comunicado oficial publicado no serviço de checagem Fato ou Boato, o TSE classificou a acusação como falsa e esclareceu que a sala-cofre não é um espaço aberto à visitação, nem mesmo para representantes de partidos políticos.
Segundo a Justiça Eleitoral, dois fiscais do Partido Liberal estiveram nas dependências do tribunal e acompanharam os procedimentos de fiscalização, incluindo o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, além da totalização e divulgação dos resultados na Sala de Totalização.
Os representantes do PL também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar do edifício.
O tribunal informou ainda que possui registros de presença e filmagens que comprovam o acesso dos fiscais aos espaços destinados ao acompanhamento da apuração.
A declaração de Flávio Bolsonaro ocorreu na noite de domingo, após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ocasião, o senador questionou a legitimidade do resultado eleitoral e afirmou que pretende recorrer à Justiça para solicitar a anulação da eleição. Entre os argumentos apresentados, mencionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país.
A ampliação do horário ocorreu após pedidos relacionados a dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes municípios. Tanto a campanha de Lula quanto a de Flávio Bolsonaro haviam apresentado solicitações de prorrogação da votação.
Em sua manifestação, Flávio também alegou que os fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre após a decisão judicial, versão expressamente contestada pelo TSE.
A Justiça Eleitoral ressaltou que a fiscalização partidária foi assegurada nos espaços apropriados e que a totalização dos votos pôde ser acompanhada pelos representantes credenciados.
O resultado oficial da eleição presidencial foi anunciado na noite de domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmando a reeleição de Lula.























































